Concursos públicos são a principal porta de entrada para o funcionalismo no Brasil
Os concursos públicos, com a aplicação de provas, são a principal porta de entrada para o funcionalismo no Brasil. Ainda assim, o país ocupa a penúltima posição — à frente apenas do Paraguai — em um índice elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que avaliou os métodos de recrutamento de servidores em 11 países da América Latina.
O índice, que vai de 0 a 1, considera aspectos como políticas para atrair candidatos qualificados e com habilidades demandadas pelo mercado. O Brasil obteve 0,13, enquanto o Equador — líder do ranking — registrou 0,56. A média da América Latina foi de 0,27. A pesquisa foi divulgada no ano passado, mas os dados são referentes a 2022. Já a média dos países da OCDE é de 2020.
Humberto Martins, professor da Fundação Dom Cabral na área de Gestão Pública, reconhece que os concursos públicos representam um avanço, e que a objetividade nas seleções não deve ser abandonada. Mas ele ressalta que provas que medem apenas conhecimentos não são a única forma de alcançar bons resultados.
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— Para reverter este cenário e lograr uma seleção melhor, mais abrangente, objetiva e rigorosa, é necessário combinar alguns métodos de seleção, sempre relacionados à natureza da ocupação. Para algumas, o concurso deverá ter um peso determinante. Para outras, será preciso combinar com entrevistas, análises de currículos e testes.
Em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) destacou que o ranking se refere a informações de 2022 e, portanto, não considerou a aprovação da Lei Geral dos Concursos, em 2024, nem o Concurso Nacional Unificado (CNU).
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Segundo a pasta, a nova legislação prevê a possibilidade de análise de competências, habilidades e conhecimento na seleção. Já o CNU utiliza provas dissertativas para todos os cargos e permite a análise de títulos e experiência profissional, incluindo prova oral para alguns cargos.
Fonte: Extra