Ação do governo busca evitar reintrodução da doença diante de surtos em países-sede do Mundial.
O Ministério da Saúde lançou, nesta semana, a campanha “Vacinar é muito Brasil”, com foco na prevenção do sarampo entre brasileiros que pretendem viajar para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México.
A iniciativa orienta que os viajantes atualizem a caderneta de vacinação antes do embarque, já que esses três países concentram a maior parte dos casos da doença nas Américas. Apenas em 2026, até 11 de abril, foram registrados cerca de 17 mil casos no continente, sendo mais de 10 mil no México, além de ocorrências relevantes nos Estados Unidos e no Canadá. A Guatemala também enfrenta surto.
O Brasil, que recuperou em 2024 o de país livre do sarampo, mantém vigilância ativa após episódios isolados neste ano. Foram confirmados três casos: um bebê infectado na Bolívia, um cidadão guatemalteco com sintomas em São Paulo e uma trabalhadora do setor hoteleiro no Rio de Janeiro.
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Durante o lançamento da campanha, no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o foco inicial é proteger quem viajará para regiões com maior circulação do vírus, além de reforçar a imunização de profissionais que lidam com turistas.
A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. A recomendação é que a dose seja aplicada pelo menos 15 dias antes da viagem. O esquema varia conforme a idade: bebês entre 6 e 11 meses devem receber a “dose zero”; pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses; adultos de 30 a 59 anos devem tomar uma dose. Idosos, em geral, já possuem imunidade, mas podem ser vacinados em casos específicos.
O ministro também reforçou que qualquer pessoa entre 1 e 59 anos sem comprovação vacinal deve procurar uma unidade de saúde, destacando a alta capacidade de transmissão do sarampo.
A vacina utilizada no país é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz, reconhecida pela qualidade e segurança dos imunizantes distribuídos pelo SUS.
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Padilha lembrou ainda que o Brasil já havia eliminado o sarampo em 2016, mas perdeu o certificado em 2019 após queda na cobertura vacinal e avanço da desinformação. O status foi recuperado apenas anos depois, reforçando a importância da imunização contínua para evitar novos surtos.