O governo brasileiro está acompanhando de perto os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio sobre a distribuição de medicamentos no país. A preocupação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, neste sábado (21).
Segundo o ministro, o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã pode afetar a cadeia global de insumos utilizados na produção de remédios. Apesar do alerta, ele afirmou que, até o momento, não há impactos nos custos logísticos ou no abastecimento no Brasil.
A tensão na região começou a se intensificar no fim de fevereiro, com ataques militares, e já provoca reflexos no mercado internacional, principalmente no preço do petróleo — matéria-prima essencial não só para combustíveis, mas também para a indústria farmacêutica.
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De acordo com Padilha, muitos medicamentos têm como base derivados do petróleo, o que torna o setor sensível a oscilações no preço da commodity e a possíveis dificuldades de transporte. Um dos pontos críticos é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 25% do petróleo comercializado no mundo.
O ministro também destacou que o Brasil mantém diálogo com países como China e Índia, que são grandes produtores de insumos farmacêuticos, para acompanhar possíveis impactos nas rotas de exportação desses materiais.
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Apesar do cenário de alerta, o Ministério da Saúde reforça que segue monitorando a situação e que não há, até agora, risco imediato de desabastecimento de medicamentos no país.