Brasil apresentou relatório à OPAS e à OMS para solicitar certificado de eliminação de hepatite B por transmissão vertical
O Brasil deu mais um passo no combate às hepatites virais ao solicitar à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) a certificação de eliminação da transmissão vertical da hepatite B, aquela que ocorre da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou nascimento.
O pedido foi apresentado após o país cumprir, por dois anos consecutivos, os critérios internacionais exigidos para a certificação. Dados do Ministério da Saúde mostram que menos de 0,1% das crianças de até cinco anos apresentaram infecção ativa pelo vírus, índice considerado suficiente para caracterizar a eliminação desse tipo de transmissão como problema de saúde pública.
Além da baixa taxa de infecção infantil, o Brasil registrou mais de 98% de cobertura de pré-natal e alcançou índices elevados de vacinação contra a hepatite B em recém-nascidos. O resultado é atribuído ao fortalecimento das ações do Sistema Único de Saúde (SUS), que incluem testagem durante a gravidez, tratamento antiviral quando necessário e imunização dos bebês nas primeiras horas de vida.
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Caso a certificação seja aprovada, o Brasil se tornará o primeiro país das Américas a receber o reconhecimento oficial pela eliminação da transmissão vertical da hepatite B. O processo ainda passará por análise técnica da OPAS, revisão de especialistas independentes e validação final da OMS.
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A iniciativa faz parte da estratégia do governo para eliminar doenças transmitidas de mãe para filho. Em dezembro de 2025, o país já havia recebido a certificação internacional pela eliminação da transmissão vertical do HIV e agora busca avançar também no combate à sífilis, doença de Chagas e HTLV.