População carcerária cresceu em ritmo médio de 3,54% por ano na última década, apontam dados do Anuário de Segurança Pública. Aumento agrava superlotação nos presídios do país
O Brasil caminha para atingir a marca de 1 milhão de pessoas privadas de liberdade em 2027, caso seja mantido o ritmo de crescimento da população carcerária registrado nos últimos anos. A projeção tem como base os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Em 2025, o país contabilizou 964.668 pessoas presas, entre detentos em penitenciárias e delegacias, um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Apesar disso, o sistema dispõe de apenas 679.763 vagas, o que resulta em um déficit superior a 281 mil vagas.
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O levantamento também mostra que 69,6% da população carcerária é composta por pessoas negras. Já o número de mulheres presas chegou ao maior patamar da série histórica, com 57.222 detentas, crescimento de 43,7% na última década.
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Outro dado que preocupa é o aumento das mortes nas unidades prisionais. Em 2025, foram registradas 3.318 mortes, o maior número já contabilizado pelo estudo. O anuário aponta ainda que cerca de um em cada quatro presos aguarda julgamento e que quase 70% dos presídios brasileiros não possuem estrutura adequada para atender pessoas com deficiência.