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Brasil pode enfrentar escassez de água até 2050, aponta estudo
Foto: Reprodução

O material mostra que, até 2050, a demanda por água potável deve aumentar em mais de 25%, impulsionada pelo crescimento populacional, pela urbanização e pelo aquecimento global

A pergunta que norteia o novo estudo do Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria EX ANTE é direta: a água potável vai acabar no Brasil? O levantamento, intitulado “Demanda Futura por Água em 2050: Desafios da Eficiência e das Mudanças Climáticas”, traça cenários sobre o futuro do consumo de água nas moradias brasileiras e alerta para os riscos de desequilíbrio entre oferta e demanda nas próximas décadas.

 

O material mostra que, até 2050, a demanda por água potável deve aumentar em mais de 25%, impulsionada pelo crescimento populacional, pela urbanização e pelo aquecimento global. Embora o País ainda possua vastos recursos hídricos, a combinação de mudanças climáticas, desperdício e infraestrutura precária pode levar a racionamentos periódicos, sobretudo em regiões do Nordeste e Centro-Oeste.

 

“Os dados reforçam a urgência de reduzir perdas na distribuição e planejar de forma sustentável o uso da água, especialmente nas áreas onde já há escassez”, afirmou Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil.

 

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Os Estados da Amazônia, incluindo o Amazonas, aparecem no estudo como áreas com maior disponibilidade de água per capita do Brasil, graças à extensa rede hidrográfica e aos altos índices de precipitação. No entanto, o relatório ressalta que essa abundância natural não se traduz em segurança hídrica universal, devido às dificuldades de distribuição e ao déficit de saneamento básico em boa parte da região.

 

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No Amazonas, por exemplo, o consumo médio de água per capita é inferior à média nacional, reflexo da baixa urbanização e do acesso limitado a sistemas de abastecimento em diversos municípios. Em Manaus, a maior cidade da região Norte, o crescimento populacional e a expansão urbana podem pressionar a demanda, especialmente em períodos de estiagem prolongada, quando o nível dos rios recua e aumenta o custo de captação.

 

Fonte: Revista Cenarium

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