Fenômeno climático pode provocar enchentes no Sul, seca no Norte e Nordeste e ampliar o risco de eventos extremos em todo o país.
O Brasil poderá enfrentar, nos próximos meses, um dos episódios de El Niño mais fortes já registrados. De acordo com projeções do Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), existe alta probabilidade de o fenômeno atingir intensidade considerada "muito forte" entre outubro e dezembro, aumentando o risco de eventos climáticos extremos.
O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera a circulação da atmosfera e modifica os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta. No Brasil, o fenômeno costuma provocar chuvas acima da média na Região Sul e reduzir as precipitações no Norte e no Nordeste.
Meteorologistas alertam que o atual cenário pode ser ainda mais severo devido ao aquecimento global. Com oceanos mais quentes, a atmosfera acumula mais energia e umidade, favorecendo tempestades intensas, ondas de calor, secas prolongadas e outros eventos extremos.
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Na Região Sul, a expectativa é de aumento significativo das chuvas durante o segundo semestre, elevando o risco de enchentes, alagamentos, deslizamentos de terra e tempestades acompanhadas de ventos fortes e granizo. Especialistas também não descartam a ocorrência de fenômenos mais raros, como tornados e microexplosões atmosféricas.
Enquanto isso, Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste devem enfrentar um cenário oposto, marcado por estiagem, temperaturas acima da média e maior probabilidade de queimadas e incêndios florestais. Em algumas áreas, os termômetros podem se aproximar ou ultrapassar os 40°C entre outubro e dezembro.
O setor agropecuário também poderá sentir os efeitos do fenômeno. O excesso de chuva pode favorecer algumas culturas no Sul, mas aumentar a incidência de doenças nas lavouras. Já nas regiões mais secas, a falta de água tende a comprometer a produção agrícola, reduzir as pastagens e afetar a pecuária.
Diante das previsões, especialistas e órgãos federais recomendam que estados e municípios reforcem seus planos de prevenção, ampliem os sistemas de monitoramento e preparem ações de resposta para minimizar os impactos de enchentes, secas e incêndios.
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A população também é orientada a acompanhar os alertas emitidos pela Defesa Civil e pelos órgãos oficiais de meteorologia, especialmente durante os meses em que o fenômeno deverá atingir seu pico de intensidade.