Brasil adquiriu dois computadores quânticos recentemente. A tecnologia é uma das mais cobiçadas por países e instituições do setor privado
O Brasil deu um passo importante na área da computação quântica com a chegada dos dois primeiros computadores quânticos operacionais do país. Os equipamentos, instalados na Paraíba, reforçam a capacidade nacional de desenvolver pesquisas avançadas e formar profissionais em uma das tecnologias mais estratégicas da atualidade.
Os computadores foram adquiridos pelo Centro Internacional de Computação e Tecnologias Quânticas da Paraíba (CIQuanta) e possuem capacidade de 20 e 100 qubits. A iniciativa coloca o Brasil entre os países que já contam com infraestrutura própria para pesquisas em computação quântica, considerada essencial para avanços científicos e tecnológicos.
Diferentemente dos computadores tradicionais, que utilizam bits (0 ou 1) para processar informações, os computadores quânticos trabalham com qubits, que podem representar diferentes estados simultaneamente graças ao fenômeno da superposição. Essa característica permite realizar cálculos extremamente complexos em muito menos tempo em determinadas aplicações.
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Segundo especialistas, a tecnologia poderá contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos, materiais mais avançados, sistemas de inteligência artificial, criptografia e otimização de processos logísticos, entre outras aplicações.
Pesquisadores destacam ainda que a instalação dos equipamentos no Nordeste fortalece a descentralização da ciência no Brasil, ampliando oportunidades de pesquisa e inovação fora dos grandes centros.
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Apesar do potencial, os especialistas afirmam que os computadores quânticos não substituirão os computadores convencionais. A expectativa é que as duas tecnologias atuem de forma complementar, com os equipamentos quânticos sendo utilizados principalmente em centros de pesquisa e para resolver problemas altamente especializados.