Levantamento mostra que maior incidência está no Sudeste e entre jovens de 18 a 34 anos. Número já equivale a 88% dos registros de todo o ano de 2025
Mais de 870 mil indícios de contas bancárias usadas como “laranjas” foram identificados no Brasil nos primeiros seis meses de 2026, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (25). Os dados apontam para o crescimento de um problema que envolve a abertura ou utilização de contas em nome de pessoas que, em muitos casos, não seriam as verdadeiras responsáveis pelas movimentações financeiras.
As chamadas contas laranja podem ser utilizadas para receber, transferir ou movimentar dinheiro em operações fraudulentas. A identificação dos casos ocorre a partir da análise de movimentações consideradas atípicas e de outros sinais que podem indicar que a conta está sendo utilizada por terceiros.
O levantamento reúne informações do setor financeiro e considera indícios identificados durante o período analisado. A existência de uma conta classificada como suspeita, no entanto, não significa automaticamente que o titular tenha cometido um crime. A confirmação de eventual irregularidade depende de investigação e da análise das circunstâncias de cada caso.
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O uso de contas de terceiros é uma das estratégias que podem dificultar o rastreamento da origem e do destino de recursos. Por isso, instituições financeiras utilizam sistemas de monitoramento para identificar padrões de movimentação incompatíveis com o perfil dos clientes e encaminhar situações suspeitas às autoridades competentes.
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O aumento dos registros reforça a preocupação do sistema financeiro com fraudes e com a utilização de contas bancárias para movimentações ilícitas. As informações também podem auxiliar investigações sobre golpes, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros, mas cada ocorrência precisa ser analisada individualmente antes de qualquer conclusão sobre responsabilidade.