Relatório aponta avanço na presença estrangeira no país e destaca desafios em trabalho, educação e inclusão social.
O Brasil ultrapassou a marca de 2 milhões de imigrantes internacionais, entre residentes, refugiados e solicitantes de refúgio, oriundos de cerca de 200 nacionalidades e distribuídos por todos os estados. Entre os principais grupos estão cidadãos da Venezuela, Haiti, Cuba e Angola, com destaque para a população venezuelana, estimada em cerca de 680 mil pessoas no início de 2026 em sua maioria mulheres e crianças.
Os dados fazem parte do relatório anual do Observatório das Migrações Internacionais, apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que traz um panorama detalhado dos fluxos migratórios e recomendações para fortalecer a integração dessa população à sociedade brasileira.
O estudo também serve de base para a implementação da nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia, que busca modernizar a gestão migratória no país, substituindo diretrizes anteriores e ampliando o foco em direitos humanos e inclusão.
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Segundo representantes da ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), o Brasil tem se destacado por manter uma política acolhedora e por investir na transparência de dados, o que contribui para enfrentar os desafios globais relacionados à mobilidade humana.
No mercado de trabalho, o levantamento mostra crescimento expressivo da presença de migrantes. Entre 2023 e 2025, o número de estrangeiros com carteira assinada aumentou 54%, ultrapassando 414 mil vínculos formais. Venezuelanos lideram esse grupo, seguidos por haitianos e cubanos. Ainda assim, muitos profissionais qualificados acabam inseridos em ocupações de baixa remuneração, devido a barreiras como o não reconhecimento de diplomas.
Na área social, houve aumento no número de migrantes inscritos em programas governamentais, como o Cadastro Único, refletindo maior acesso a políticas públicas, mas também evidenciando situações de vulnerabilidade especialmente entre famílias com crianças.
A educação também registrou avanços, com crescimento significativo de matrículas de estudantes estrangeiros na educação básica e superior. No entanto, persistem desafios relacionados à inclusão linguística e à adaptação dos sistemas educacionais.
Regionalmente, estados como São Paulo, Paraná e Roraima concentram a maior parte da população migrante, funcionando como principais polos de entrada e permanência.
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O relatório conclui que, para garantir integração efetiva, será necessário fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios, além de ampliar políticas de acolhimento, qualificação profissional e acesso a direitos básicos em todo o território nacional.