Estudo mostra concentração maior no Sul do país e defasagem de políticas públicas de atendimento à população
O Brasil abriga atualmente pouco mais de 2 milhões de imigrantes e refugiados, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com o Observatório das Migrações Internacionais. O levantamento reúne informações sobre residentes permanentes, temporários, solicitantes de refúgio e refugiados reconhecidos no país.
De acordo com o estudo, essa população é formada por pessoas de cerca de 200 nacionalidades diferentes. Entre os principais grupos estão venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos, refletindo mudanças recentes nos fluxos migratórios em direção ao Brasil.
O relatório também aponta que aproximadamente 414 mil migrantes estão empregados formalmente. A maior concentração está na região Sul, responsável por mais da metade desses trabalhadores, com destaque para atividades ligadas ao setor agroindustrial.
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Apesar dos avanços na inserção no mercado de trabalho, o estudo identifica desafios na estrutura de acolhimento. Menos de 5% dos municípios brasileiros possuem políticas formais voltadas para migrantes, e apenas uma pequena parcela oferece serviços públicos em outros idiomas, o que dificulta o acesso a direitos básicos.
Na área da educação, houve crescimento expressivo no número de estudantes migrantes matriculados na rede básica, com aumento de mais de 400% entre 2010 e 2024, concentrado principalmente no ensino fundamental.
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O levantamento ainda destaca a necessidade de ampliar políticas públicas para integração social e econômica dessa população. A divulgação ocorre em meio à preparação do Brasil para participar de um fórum internacional sobre migrações, onde o país deve apresentar suas estratégias de acolhimento e gestão migratória.