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Brasil vai incluir vacina contra bronquiolite infantil no SUS, decide Ministério da Saúde
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Em dose única, ela é destinada às gestantes de até 49 anos e deve ser aplicada durante o segundo ou terceiro trimestre da gravidez

O imunizante é o Abrysvo, da Pfizer, e será incluído no Calendário Nacional de Vacinação da Gestante do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A vacina, primeira no mundo que tem como objetivo proteger os bebês do VSR, foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no Brasil em abril deste ano.

 

Em dose única, ela é destinada às gestantes de até 49 anos e deve ser aplicada durante o segundo ou terceiro trimestre da gravidez. O objetivo é que a mãe desenvolva os anticorpos e os transfira para o bebê ao longo da gestação, protegendo dessa forma os recém-nascidos.

 

Nos estudos clínicos de fase 3, a estratégia reduziu em 81,8% os casos de doença do trato respiratório inferior (DTRI) grave nos primeiros três meses de vida do bebê, e em 69,4% seis meses após o nascimento.

 

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A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) já recomendam a vacina, disponível na rede privada, como rotina entre a 32ª e a 36ª semana de gravidez. No mercado privado, o valor da dose é de até R$ 1.692,54, segundo determinação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

 

Para ser incorporada ao SUS, a vacina precisava do parecer favorável da Conitec e, posteriormente, da decisão do Ministério da Saúde, que é o responsável pela palavra final. Após divulgar a medida, a pasta disse que deve publicar nos próximos dias a portaria confirmando a incorporação no Diário Oficial da União (DOU).

 

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Na América Latina, a Argentina e o Uruguai também incorporaram a vacina nas suas redes públicas. Além disso, a firmou um acordo internacional com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para que a dose seja oferecida aos Estados membros da entidade por meio do Fundo Rotativo para Acesso a Vacinas.

 

A introdução dessas tecnologias representa um avanço significativo na proteção das nossas crianças, com redução das internações diante do alto número de casos. É um marco da nossa política de imunização e no cuidado de gestantes e bebês — diz a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

 

IMPACTO DO VSR


Segundo o Ministério da Saúde, dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) indicam que o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos. A pasta estima que uma em cada cinco crianças infectadas pelo vírus necessite de atendimento ambulatorial, enquanto uma em cada 50 seja hospitalizada no primeiro ano de vida.

 

De acordo com dados do projeto Infogripe, da Fiocruz, consultados pelo GLOBO, apenas em 2024 o Brasil registrou 83,6 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) com resultado laboratorial confirmado para algum vírus respiratório, 27 mil deles causados pelo VSR.

 

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O vírus respondeu por 32,4% de todas as SRAGs, que são casos graves que demandam hospitalização, mais do que a Covid-19 ou a gripe, por exemplo. E a grande maioria dos casos de VSR (84,9%), 23 mil, foi registrada entre os menores de 2 anos.

 

No relatório da Conitec, estima-se que uma cobertura vacinal de 62% – baseada na média observada das coberturas com as doses de gripe e dtpa em gestantes entre 2015 e 2023 no Brasil – representaria uma redução de aproximadamente 44 mil internações a cada ano.

 

ANTICORPO TAMBÉM SERÁ INCORPORADO AO SUS


Além da vacina, o Ministério da Saúde também vai incorporar o anticorpo monoclonal nirsevimabe, conhecido pelo nome comercial Beyfortus, no SUS. O medicamento, da Sanofi, também recebeu parecer favorável da Conitec.

 

De modo diferente da vacina, que induz o sistema imunológico a produzir anticorpos de forma ativa, o remédio é o que se chama de imunização passiva, já que entrega diretamente os anticorpos para proteger o paciente.

 

Nesse caso, ele é aplicado de forma injetável e destinado a bebês prematuros e crianças até 2 anos nascidas com comorbidades. O objetivo é também evitar casos graves do VSR.

 

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Fotos: Reprodução

 

Até então, a única opção para proteger os recém-nascidos do vírus no SUS era o anticorpo palivizumabe, porém sua indicação é restrita aos prematuros extremos (com até 28 semanas de gestação) e crianças com até dois anos de idade que apresentassem doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita grave.

 

Segundo a pasta da Saúde, com a incorporação do nirsevimabe a expectativa é ampliar o uso de anticorpos monoclonais para mais 300 mil crianças. Já a vacina para gestantes pode beneficiar cerca de 2 milhões de nascidos vivos.

 

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“A iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Saúde em reduzir a mortalidade infantil e diminuir a pressão no sistema de saúde, que enfrenta grande sobrecarga durante os períodos de alta circulação do VSR”, diz o ministério. 

 

Fonte: O Globo

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