A revelação foi feita pela própria brasileira aos promotores do caso
Um morador de Fairfax (Virgínia, EUA) recorreu a um site de encontros de fetiches sadomasoquistas (BDSM) a fim de atrair um cúmplice involuntário para assassinar a sua esposa e ficar com a amante, a brasileira Juliana Peres Magalhães, que trabalhava como au pair na residência do casal. A revelação foi feita pela própria brasileira aos promotores do caso. Segundo Juliana, o seu empregador e amante, Brendan Banfield, de 39 anos, escolheu matar a esposa, Christine Banfield, em vez de se divorciar dela.
"Eu perguntei a ele: 'Você vai se divorciar dela?' E então ele disse: 'Não é nisso que estou pensando'. E então ele explicou que estava pensando em encontrar uma maneira de simplesmente se livrar dela, tirá-la da jogada", relatou a brasileira em depoimento exposto nesta semana pela NBC Washington.Juliana começou um tórrido relacionamento com Bredan um ano após começar a trabalhar na residência como au pair (experiência de intercâmbio cultural que oferece a jovens adultos a oportunidade de morar no estrangeiro, geralmente nos Estados Unidos, cuidando de crianças de uma família anfitriã em troca de acomodação, refeições, uma mesada e a possibilidade de estudar e aperfeiçoar um idioma).
Segundo a brasileira, Brendan acessou o "Fetlife.com" — um site de BDSM e fantasia — e criou um perfil falso se passando por sua esposa, para procurar um homem que fosse à casa deles para realizar uma "fantasia de estupro". Quem mordeu a isca foi Joseph Ryan, 39, que acreditava estar falando com a esposa de Brendan, mas na verdade estava se comunicando com o marido dela ou Juliana, segundo investigadores.
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"Ele queria alguém que soasse, tipo, violento e que estivesse agindo do jeito que ele queria que a pessoa se comportasse, então foi aí que ele começou a conversar com Joe (Joseph)", disse ela sobre as preferências de Brendan no site.Ryan foi então convidado para ir à casa dos Banfield em 24 de fevereiro de 2023, com uma faca, para encenar um ataque a Christine, enquanto o marido e a au pair se escondiam nas proximidades para cometer os assassinatos, contaram os promotores.
"Nós dissemos a ele antes que era meio que parte do jogo, em que a pessoa entra no quarto e eu ajo como se estivesse com medo, tipo, tento correr ou gritar, ou se a pessoa começa a fazer alguma coisa, ela meio que fica assustada e tenta resistir, mas era como se 'fizesse parte do jogo'", contou Juliana.
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Foto: Reprodução
O cenário falso teria dado a Brendan e Juliana a chance de matar Christine e, em seguida, se voltar contra Ryan, atirando fatalmente nele, no que os promotores chamaram de um "ato encenado de legítima defesa". Brendan teria atirado e ferido Ryan — mas foi a au pair quem então disparou os tiros fatais contra Ryan, depois de pegar outra arma escondida na casa, informou o "Washington Post".A dupla esperou 10 minutos antes de ligar para o 911 (serviço de emergências nos EUA) após cometer o crime, que, segundo Juliana, foi planejado durante meses.
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A au pair brasileira se declarou culpada no ano passado por homicídio culposo em conexão com o duplo homicídio. Brendan deve ir a julgamento em outubro, num caso que ganhou muita atenção da mídia e da opinião pública. Juliana deve ser sentenciada depois disso.
Fonte: Extra