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10/08/2020

Brasileirão em risco? CBF vai mudar logística por saúde dos jogadores

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Foto: reprodução

Protocolo da CBF aumenta risco de covid em três divisões; atletas protestam

 Suspender um jogo quinze minutos antes do apito inicial era algo inexistente na história do futebol. Existiu suspensão meia hora depois, por chuva, vento, tempestade. Mas a quinze minutos do início, não existia até Goiás x São Paulo. Eram dez jogadores esmeraldinos infectados e só treze liberados para jogar. O time de Goiânia pedia o adiamento da partida.

 

O Goiás cobra a CBF por ter apenas 23 jogadores testados. Diz, com razão, que é necessário mudar o regulamento da competição e permitir mais de 40 jogadores por equipe. Mais do que isto, testar sem limites antes dos jogos. O Goiás tem razão. Isto precisa ser feito.

 

A CBF admite que houve problema.

 

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Mas não foi apenas em Goiás x São Paulo. Na véspera, o CSA teve nove jogadores positivos para Covid e jogou contra o Guarani, sem os contaminados. Walter Feldman admitiu no Troca de Passes que há um buraco, entende que se chega próximo à segurança responsável, mas não há segurança absoluta. No caso do CSA, não houve perda esportiva. O time titular inteiro não pôde atuar, mas o CSA venceu. Parece tudo bem.

 

Mas aqui é uma questão menor. Está claro que haverá derrotas em casos assim, se eles se repetirem. Até em outros casos. Por exemplo, se em janeiro houver vacina, se for possível jogar com público no segundo turno, quem foi mandante sem público sairá perdendo. Vai haver discussão, mas neste caso, terá de valer o bom senso.

 

Todo mundo já perdeu e vai perder mais um pouco com a pandemia.

 

Mas não se pode perder em segurança, em saúde.

 

O Brasileirão deu este medo, no fim de semana. Informalmente, dentro da CBF, informa-se que isto se deve à tentativa de segurança absoluta, que faltou nos estaduais. Para melhorar, a organização mudará o procedimento e os testes não dependerão só do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Todos os times vão ser testados antes de todos os jogos. Ou seja, não haverá um Corinthians x Palmeiras sem testes, porque alguém estava confinado há mais tempo. Todos testarão sempre.

 

Para que isto não signifique testes mal feitos, inseguros, ou resultados em cima da hora, que transmitam incerteza, vai ser preciso corrigir os procedimentos. A ideia agora é realizar testes de visitantes em laboratórios autorizados, mas em suas cidades, e os mandantes sempre com a estrutura do Hospital Albert Einstein. Assim, em média, ao menos uma vez por semana haverá inspeção do maior hospital da América Latina.

 

"Isto nos levará a aperfeiçoar ainda mais o protocolo", disse Feldman no Troca de Passes. Não vai ser perfeito. Não é 100% nem na Champions League, em Lisboa. Mas lá não há mil mortes por dia.

 

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É necessário melhorar o que não dá certo. A primeira rodada do Campeonato Brasileiro não deu certo, porque teve três jogos com problemas de protocolo. Tem de melhorar.

 

Globo Esporte

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