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Brasileiro de 24 anos conquista Everest e Lhotse em menos de 24 horas e mira 14 montanhas gigantes
Foto: Divulgação

Paranaense Gustavo Cordoni tornou-se o sul-americano mais jovem a alcançar os dois cumes nesse intervalo e agora busca patrocinadores para continuar o desafio de escalar os 14 picos com mais de 8 mil metros do planeta.

O brasileiro Gustavo Cordoni, de 24 anos, alcançou um feito expressivo no montanhismo sul-americano ao chegar ao topo do Everest e do Lhotse em um intervalo inferior a 24 horas. Natural do Paraná, ele se tornou o mais jovem do continente a completar a escalada das duas montanhas nesse período. A conquista faz parte de um projeto ambicioso: alcançar os 14 picos do mundo que ultrapassam os 8 mil metros de altitude.

 

Além da preparação física e técnica exigida pelo montanhismo de alta altitude, Cordoni concilia as expedições com a formação acadêmica e os negócios. Estudante de Direito na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), ele começou a escalar ainda na adolescência e planejou o chamado Double Head, desafio que reúne Everest e Lhotse, durante a graduação.

 

O período universitário foi escolhido por permitir a organização de uma expedição prolongada sem abandonar os estudos. A conquista também teve um objetivo estratégico: ampliar a visibilidade do atleta e atrair patrocinadores para financiar as próximas etapas do projeto.

 

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A expedição custou aproximadamente US$ 60 mil. Agora, o brasileiro busca parcerias para viabilizar novas escaladas e avançar na meta de completar os 14 cumes mais altos do planeta.

 

AVALANCHE QUASE ATINGIU O BRASILEIRO DURANTE A SUBIDA

 

Apesar do planejamento e dos treinamentos, a expedição foi marcada por momentos de tensão. Um dos episódios mais perigosos aconteceu na Cascata de Gelo do Khumbu, trecho da rota de acesso ao Everest, onde Cordoni escapou de uma avalanche por poucos minutos.

 

Pouco depois de sua passagem pelo local, um grande bloco de gelo desabou sobre a rota e atingiu outros alpinistas. A situação reforçou os riscos enfrentados mesmo por montanhistas experientes e preparados para condições extremas.

 

“Você pode estar preparado, mas precisa ter muita humildade diante da montanha e entender que não controla tudo”, afirmou Cordoni.

 

ESTUDOS, ESTÁGIO E EMPREENDEDORISMO COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Fora das montanhas, o paranaense também desenvolve uma trajetória nas áreas jurídica e empresarial. Durante a graduação, venceu uma competição de pareceres promovida pela filial brasileira do Chartered Institute of Arbitrators, voltada a estudantes e jovens profissionais.

 

Ele também realizou estágio no Tribunal de Justiça do Paraná e trabalhou na área de fusões e aquisições (M&A) de um escritório de advocacia.

 

A rotina exigia organização para conciliar os compromissos profissionais e acadêmicos com a preparação física para as expedições. Segundo Cordoni, os treinamentos começavam cedo e continuavam ao longo do dia.

 

“Eu acordava às quatro da manhã para treinar. Depois vinha a faculdade, o estágio e os outros compromissos, e ainda havia outro treino ao longo do dia. Era uma rotina exigente, que precisava ser organizada com antecedência para conseguir cumprir as responsabilidades acadêmicas e profissionais junto com a preparação”, relatou.

 

O jovem também investe no empreendedorismo. Ao lado do irmão, fundou uma startup voltada à simplificação de tarefas documentais em operações empresariais.

 

A plataforma reúne informações de bases públicas, auxilia na identificação de riscos relacionados às empresas analisadas e organiza documentos e etapas de processos de compra e venda de companhias. A proposta é utilizar tecnologia para tornar essas operações mais eficientes.

 

ANNAPURNA E K2 ESTÃO ENTRE OS PRÓXIMOS DESAFIOS

 

Após a conquista do Everest e do Lhotse, Cordoni pretende avançar no projeto de escalar os 14 picos com mais de 8 mil metros de altitude. Entre os próximos objetivos estão o Annapurna e o K2, montanhas conhecidas pelas dificuldades técnicas e pelos riscos envolvidos nas escaladas.

 

A realização das próximas expedições dependerá da preparação necessária e da captação de recursos. O brasileiro pretende manter as atividades no montanhismo em paralelo à carreira jurídica e ao desenvolvimento da startup, contando com o apoio de amigos e familiares.

 

Outra possibilidade é uma imersão na China, que permitiria ao jovem conhecer o ambiente de inovação tecnológica do país, trocar experiências com empreendedores e estabelecer contatos para impulsionar o negócio.

 

BRASILEIRO É FINALISTA DE PRÊMIO UNIVERSITÁRIO

 

Cordoni também está entre os 15 finalistas da segunda edição do Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário, iniciativa que reconhece estudantes com projetos e realizações de impacto durante a graduação.

 

A seleção reuniu mais de 9 mil participantes. Os cinco vencedores receberão uma imersão de uma semana na China, prevista para janeiro de 2027.

 

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O resultado será anunciado em 20 de outubro, em São Paulo. A possível participação na experiência internacional poderá representar uma nova oportunidade para ampliar a rede de contatos do paranaense e desenvolver os projetos empresariais que mantém paralelamente ao montanhismo. 

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