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Brasileiro na NASA alerta: tempestades solares aceleram queda de satélites na Terra
Foto: Reprodução

Pesquisador brasileiro na NASA buscou entender como diferentes níveis de atividade solar influenciam a reentrada dos satélites Starlink

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, um estudo liderado por um pesquisador brasileiro da NASA, publicado na última semana, revela como tempestades solares podem acelerar a queda de satélites na Terra, principalmente os equipamentos da megaconstelação Starlink, da SpaceX.

 

Durante esses eventos, a radiação vinda do Sol aquece a atmosfera da Terra, fazendo com que ela se expanda. Esse aumento de volume na atmosfera provoca um efeito de freio nos satélites que orbitam a baixas altitudes, o que pode causar uma reentrada precoce na atmosfera terrestre e, consequentemente, a destruição dessas espaçonaves.

 

Denny Oliveira, físico formado pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em física espacial, e atualmente pesquisador do Centro Espacial Goddard, da NASA, conversou com o Olhar Digital sobre sua pesquisa. Especialista em clima espacial e dinâmica orbital, ele analisou o comportamento de mais de 500 satélites da Starlink que reentraram na atmosfera entre 2020 e 2024.

 

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O objetivo do estudo foi identificar como as tempestades solares afetam o arrasto atmosférico e como esse fenômeno contribui para a perda de altitude e a eventual destruição dos satélites – algo que acontece não apenas com os da Starlink.

 

“Os satélites da Starlink são como quaisquer satélites na atmosfera terrestre, portanto não são mais vulneráveis a tempestades geomagnéticas. O que os diferencia de outros satélites é que nós temos muito mais Starlink objetos no espaço em comparação com outros”, explica Oliveira.

 

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O estudo observou que quase metade das reentradas ocorreu em altitudes muito baixas, entre 200 km e 300 km – justamente a faixa mais afetada pelo aumento do arrasto atmosférico durante tempestades solares. Inicialmente, os satélites da Starlink são colocados em órbitas de cerca de 210 km de altitude e, após um período de manobras, são elevados a uma órbita operacional de aproximadamente 550 km. É nesse intervalo que eles enfrentam maior risco. 

 

Fonte: Olhar Digital

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