Grupo é acusado de lucrar com promessas falsas de regularização migratória e pode ter movimentado mais de US$ 20 milhões.
Quatro brasileiros foram presos no dia 20 de abril, em Orlando, suspeitos de integrar um esquema fraudulento que explorava imigrantes em busca de regularização nos Estados Unidos.
Os investigados Vagner Soares de Almeida, Juliana Colucci, Lucas Felipe Trindade Silva e Ronaldo DeCampos estariam ligados à empresa Legacy Imigra. Segundo as autoridades, o grupo oferecia serviços de imigração sem autorização legal, prometendo facilitar processos migratórios de forma irregular.
De acordo com a investigação, os suspeitos são acusados de extorsão, fraude organizada, exercício ilegal da advocacia e participação em organização criminosa com base na Lei RICO, instrumento jurídico utilizado para combater esquemas estruturados e de grande alcance.
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O esquema teria como principal alvo brasileiros em situação vulnerável, residentes em diversos estados americanos. As vítimas buscavam regularizar sua permanência no país, mas acabavam submetidas a cobranças contínuas, retenção de documentos e informações, além de falsas promessas.
Relatos indicam que os valores pagos variavam entre 2.500 e 26 mil dólares por pessoa. O montante total movimentado pode ultrapassar 20 milhões de dólares, o que reforça a dimensão do caso.
A investigação envolve autoridades locais, órgãos de segurança interna dos Estados Unidos e instituições estaduais. Há preocupação de que o número de vítimas seja ainda maior, já que muitos imigrantes evitam denunciar por receio de exposição ou consequências legais.
Diante disso, as autoridades americanas têm reforçado que as vítimas não serão tratadas como infratoras. Pelo contrário, podem procurar ajuda policial e receber orientação sobre alternativas legais, incluindo possíveis mecanismos de proteção migratória previstos na legislação do país.