Pat Burgener e Augustinho Teixeira sofrem quedas nas classificatórias e encerram participação inédita do país na modalidade
O Brasil fez na ultima quarta-feira (11) sua estreia no snowboard halfpipe em Jogos de Inverno, mas os dois representantes do país foram eliminados ainda na fase classificatória da competição, disputada em Livigno, na região de Valtellina, no norte da Itália.
O suíço naturalizado brasileiro Pat Burgener terminou na 14ª colocação entre 24 competidores. Já o estreante Augustinho Teixeira, nascido em Ushuaia, na Argentina, ficou em 19º lugar. Apenas os 12 melhores avançaram à final, marcada para sexta-feira (13).
A participação brasileira foi marcada por quedas. Burgener, que havia sofrido um grave acidente poucos dias antes da prova, conseguiu nota 70 em sua primeira descida, mas não completou a segunda tentativa após cair ao executar uma manobra. Teixeira também caiu na segunda volta; antes disso, havia recebido 56,50 pontos na primeira apresentação.
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“Fiz tudo o que eu pude. Foi uma semana difícil. Acordei no hospital há uma semana e não sabia se poderia participar dessas Olimpíadas. Então, para mim, foi um sucesso poder ter participado”, afirmou Burgener em entrevista ao SporTV, ressaltando a superação para competir.
DOMÍNIO ASIÁTICO NAS CLASSIFICATÓRIAS
O melhor desempenho do dia foi do australiano Scotty James, medalhista de prata nos Jogos de Pequim, que liderou a classificatória com 94 pontos. Ele foi seguido pelos japoneses Totsuka Yuto (91,25) e Yamada Ryusei (90,25). Entre os 12 classificados para a final, seis são asiáticos, sendo quatro do Japão incluindo o campeão olímpico Ayumu Hirano, que busca defender o título conquistado em Pequim.
No halfpipe, os atletas realizam duas descidas em uma pista em formato de “U”, com cerca de 200 metros de extensão, executando manobras aéreas avaliadas por um painel de juízes. A modalidade integra o programa olímpico desde Nagano-1998 e chega à sua oitava edição nos Jogos em Milão-Cortina.
Até então, o Brasil havia competido no snowboard olímpico apenas na modalidade cross, com Isabel Clark. Ela segue como a detentora do melhor resultado do país em Jogos de Inverno: o nono lugar conquistado em Turim-2006.
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Apesar da eliminação, a participação em Livigno marca um passo inédito para o snowboard brasileiro, ampliando a presença do país nas provas de neve em competições olímpicas.