Raina Heverin sofreu múltiplas fraturas, perfuração no pulmão e uma grave lesão cerebral durante viagem a Paris
O que deveria ser uma viagem de férias em família acabou se transformando em um grave acidente para a britânica Raina Heverin, de 44 anos. Durante uma estadia em Paris, na França, ela caiu de uma sacada localizada no segundo andar de um imóvel alugado e sofreu ferimentos graves.
O acidente aconteceu em abril de 2025, após Raina passar o dia passeando pela capital francesa com familiares. Naquela noite, ela decidiu trocar de quarto com o irmão e a cunhada porque estava incomodada com o barulho vindo da rua.
O novo quarto tinha acesso a uma pequena sacada. Durante a madrugada, Raina teria saído do imóvel enquanto dormia e acabou despencando de uma altura aproximada de 12 metros.
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Na manhã seguinte, o irmão percebeu que Raina não estava no quarto. Inicialmente, imaginou que ela tivesse saído por conta própria. A suspeita mudou quando ele encontrou os sapatos da irmã ainda no quarto e percebeu que a janela que dava acesso à sacada estava aberta.
Ao olhar para a área externa, ele encontrou Raina caída no pátio. Como não sabia falar francês, contou com a ajuda de moradores da região para conseguir acionar o serviço de emergência. A britânica foi levada ao hospital em estado grave.
TRÊS SEMANAS SEM CONSCIÊNCIA
Raina permaneceu inconsciente por aproximadamente três semanas e só tomou conhecimento do acidente quando recuperou a consciência no hospital.
A queda provocou uma série de lesões graves. Ela sofreu fraturas no quadril, nas costelas e em um dos braços, além de ter o pulmão perfurado e apresentar sangramento no cérebro.
“Se tivessem me encontrado algumas horas depois, eu não estaria aqui”, relatou Raina ao relembrar o acidente.
A própria britânica acredita que estava sonâmbula quando saiu para a sacada. A hipótese teria sido levantada porque ela não se lembra do momento da queda.
ACIDENTE MUDOU ROTINA DA BRITÂNICA
Antes do acidente, Raina conciliava a criação dos filhos com a administração de dois negócios e uma rotina intensa de atividades físicas. Segundo os médicos que acompanharam o caso, o bom condicionamento físico da britânica pode ter contribuído para sua sobrevivência diante da gravidade dos ferimentos.
Ela permaneceu internada por cerca de dois meses na França antes de ser transferida para um hospital na Inglaterra. O tratamento continuou até novembro.
Após o período de internação, Raina foi diagnosticada com ataxia, uma condição neurológica que pode comprometer o equilíbrio, a coordenação e os movimentos. Desde então, ela passou a conviver com tremores e dificuldades para realizar algumas atividades que antes faziam parte de sua rotina.
Mesmo diante das limitações, a britânica procura manter uma rotina ativa e encontrou uma forma própria de explicar aos filhos a experiência que viveu.
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Raina escreveu um livro infantil contando, de maneira adaptada, o que aconteceu com ela durante a viagem e como tem sido o processo de recuperação.