Presidente buscará permanecer no poder até 2033 após reforma que autorizou a reeleição presidencial sem limite de mandatos.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, oficializou sua candidatura para disputar um novo mandato presidencial, após a aprovação de uma reforma constitucional que passou a permitir a reeleição por tempo indeterminado no país.
O anúncio foi feito no último domingo (28) por Xavi Zablah Bukele, presidente do partido governista Novas Ideias, que confirmou a inscrição do atual chefe de Estado para as eleições previstas para fevereiro de 2027.
No comando do país desde 2019, Bukele é o único pré-candidato da legenda para a disputa presidencial nas eleições internas marcadas para o dia 12 de julho. Se vencer o pleito nacional, poderá permanecer na Presidência até 2033.
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A candidatura tornou-se possível após mudanças aprovadas pela Assembleia Legislativa, onde o governo possui ampla maioria. A reforma eliminou o limite para reeleições presidenciais, ampliou o mandato de cinco para seis anos e extinguiu o segundo turno nas eleições para presidente.
As alterações também anteciparam o fim do atual mandato de Bukele, inicialmente previsto para 2029. Com isso, novas eleições presidenciais serão realizadas em 2027, juntamente com as disputas para o Legislativo e as prefeituras.
Segundo a deputada governista Ana Figueroa, autora da proposta, a reforma busca fortalecer a estabilidade institucional, reduzir os custos eleitorais e estabelecer regras semelhantes às aplicadas para outros cargos eletivos.
Aos 44 anos, Bukele segue com altos índices de aprovação popular, impulsionado principalmente pela política de combate às organizações criminosas. Desde 2022, o país vive sob um regime de exceção que permitiu uma série de operações contra gangues, resultando na queda dos índices de homicídios.
Apesar da popularidade, o governo também é alvo de críticas de entidades nacionais e internacionais de direitos humanos, que apontam supostas restrições a garantias constitucionais, prisões arbitrárias e concentração de poderes no Executivo.
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Bukele rebate as acusações e sustenta que as medidas adotadas são fundamentais para combater o crime organizado e garantir a segurança da população salvadorenha.