Observações inéditas do JWST revelam novas informações sobre o misterioso núcleo da galáxia espiral Messier 83
Pesquisadores usaram o Telescópio James Webb (JWST) para descobrir traços de um buraco negro supermassivo procurado há décadas na galáxia espiral Messier 83 (M83). O sensor infravermelho do JWST revelou emissões de gás neon ionizado, o que pode ser evidência de um núcleo galáctico ativo (AGN), ou seja, um buraco negro crescendo no centro de M83.
Astrônomos levaram décadas para confirmar se M83 teria em seu centro um buraco negro em atividade. Pesquisadores pensavam que ele estaria dormente ou escondido por trás da poeira espacial, sendo de difícil observação. A nova pesquisa com dados do JWST trouxe maiores evidências para resolver o mistério.
“Durante anos, astrônomos procuraram por um buraco negro em M83 sem sucesso. Agora, finalmente temos uma pista convincente que sugere que um pode estar presente” disse Svea Hernandez, pesquisadora principal do estudo, em um comunicado.
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A astrônoma revelou que, antes do JWST, pesquisadores não tinham as ferramentas para detectar com clareza o gás neon altamente ionizado emitido em M83. Com o refinado sensor de infravermelho do telescópio, a equipe conseguiu explorar novas captações de sinais para entender as profundezas do cosmos.
O grupo detectou pequenos aglomerados de gás neon perto do núcleo da galáxia. A energia necessária para emitir esses jatos é maior do que uma supernova ou qualquer estrela poderia liberar, o que faz da hipótese de um buraco negro supermassivo a melhor explicação, segundo os pesquisadores.
“Essas assinaturas exigem grandes quantidades de energia para serem produzidas – mais do que estrelas normais conseguem gerar. Isso sugere fortemente a presença de um AGN até então indefinido”, explicou Hernandez.
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A equipe agora pretende produzir novos estudos usando outros observatórios e telescópios com tecnologia de ponta. Os próximos da lista são o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) e o Very Large Telescope (VLT).
Fonte: O Eco