Prazo caiu de 210 para 147 dias em relação ao período de janeiro a agosto do ano passado; pedidos de primeira carteira cresceram 216% após mudanças nas regras
A procura pela primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais que triplicou em 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério dos Transportes. Entre janeiro e agosto, foram registrados 7,3 milhões de pedidos, contra 2,3 milhões no mesmo período do ano passado, um aumento de 216%. No mesmo intervalo, mais de 2 milhões de novos motoristas foram habilitados, alta de 17,1%.
O tempo para concluir o processo também diminuiu. A mediana caiu de 210 dias para 147 dias, uma redução de aproximadamente 30% e o menor prazo registrado na série histórica iniciada em 2009. A redução ocorreu nas 27 unidades da Federação, com as maiores quedas observadas nas regiões Sul e Norte.
Os resultados são atribuídos às mudanças implementadas pelo programa CNH do Brasil, lançado em dezembro de 2025. Entre as principais alterações estão a oferta gratuita do curso teórico em formato digital, a redução da carga mínima de aulas práticas de 20 para duas horas e a possibilidade de contratação de instrutores autônomos autorizados pelos Detrans.
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A procura também cresceu entre grupos que tradicionalmente apresentavam menor participação na obtenção da carteira. Entre as mulheres, o número de entradas no processo aumentou 18%, enquanto a maior alta por faixa etária ocorreu entre pessoas com 55 anos ou mais, com crescimento de 53,4%. O governo afirma ainda que as mudanças geraram um impacto econômico estimado em R$ 9,64 bilhões para os brasileiros.
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Apesar do aumento expressivo na procura, o número de novas habilitações cresceu em ritmo menor. O Ministério dos Transportes afirma que as medidas têm como objetivo ampliar o acesso à carteira e reduzir os custos do processo, além de diminuir a burocracia. O governo estima que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem atualmente sem CNH e pretende ampliar o número de novos condutores nos próximos anos.