Produção nacional da vacina contra chikungunya fortalece o SUS e amplia o acesso a um imunizante essencial no combate à doença.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o Instituto Butantan a fabricar no Brasil a vacina contra a chikungunya, chamada Butantan-Chik. A decisão marca um avanço importante na produção nacional de imunizantes e amplia as possibilidades de acesso pelo Sistema Único de Saúde.
Com a autorização, o Butantan passa a realizar etapas essenciais da produção, como formulação e envase, que antes eram feitas no exterior pela farmacêutica Valneva. A expectativa é que a fabricação nacional contribua para reduzir custos e ampliar a oferta da vacina no país.
O imunizante é indicado para pessoas entre 18 e 59 anos expostas ao vírus e já começou a ser aplicado em caráter piloto em regiões com alta incidência da doença desde fevereiro de 2026. Estudos clínicos apontam alta eficácia: cerca de 98,9% dos voluntários desenvolveram anticorpos, segundo pesquisa publicada na revista The Lancet.
Veja também

HPS Platão Araújo realiza captação de rins e reforça atuação na rede de transplantes do estado
Hospital 28 de Agosto recebe pacientes de outros estados com queimaduras graves no AM
Além disso, a vacina apresentou bom perfil de segurança, com efeitos colaterais leves a moderados, como dor de cabeça, fadiga e febre.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya provoca febre alta e fortes dores nas articulações, podendo evoluir para quadros crônicos que afetam a qualidade de vida por longos períodos.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Dados da Organização Pan-Americana da Saúde indicam que, em 2025, foram registrados cerca de 500 mil casos no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou mais de 127 mil casos e 125 mortes.