Droga vinha de Mato Grosso do Sul com destino a Fortaleza; Justiça considerou improvável que policial não percebesse o transporte do entorpecente
Um policial militar, a esposa dele e uma terceira mulher foram presos sob suspeita de envolvimento no transporte de 34,8 quilos de maconha no interior do Ceará. A ocorrência foi registrada na última quinta-feira (5), durante uma operação policial que se iniciou a partir de informações do setor de inteligência.
De acordo com o auto de prisão em flagrante, agentes receberam a denúncia de que um veículo seguia em direção a Fortaleza transportando entorpecentes. O carro foi abordado inicialmente no município de Ipaumirim, onde estavam o cabo Francisco Mateus Bezerra Aguiar Ferreira, a veterinária Zayra Cardoso Figueiredo, esposa do militar, e a passageira Emanoela Chaves Rocha.
Durante a abordagem, o policial se identificou como membro da corporação e informou que as duas mulheres eram suas parentes. Com isso, o veículo não chegou a ser revistado e seguiu viagem.
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Pouco tempo depois, os agentes foram informados de que a passageira havia sido deixada pelo policial em frente a um restaurante, na cidade de Icó, carregando duas malas. Após buscas, Emanoela foi localizada em uma pousada do município. No quarto onde ela estava, os policiais apreenderam duas malas contendo 36 tabletes de maconha.
A mulher foi conduzida à Delegacia Regional de Icó e autuada por tráfico de drogas. Em depoimento, ela confessou que receberia R$ 3 mil para transportar a droga do município de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, até Fortaleza. Segundo a suspeita, o policial e a esposa tinham conhecimento do transporte e também receberiam pagamento.
Posteriormente, o cabo Mateus e a esposa foram presos por suspeita de participação no crime. Ambos negam envolvimento. O policial afirmou que ofereceu carona à passageira por meio de um aplicativo e que não tinha conhecimento da droga. Ele alegou ainda que, após perceber o nervosismo da mulher durante a abordagem, decidiu deixá-la no trajeto após buscar orientação com agentes da Polícia Rodoviária Federal.
Durante audiência de custódia realizada na sexta-feira (6), a Justiça decretou a prisão preventiva do policial e da passageira. A esposa do militar teve a liberdade provisória concedida, mediante cumprimento de medidas cautelares, incluindo a proibição de visitar o agente enquanto ele estiver preso.
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Na decisão, o Judiciário destacou que a quantidade de droga e o forte odor característico do entorpecente dificilmente passariam despercebidos por um policial militar com oito anos de atuação. A defesa dos envolvidos não foi localizada.