Mulher que levaria de moto María Camila a consulta foi presa em conexão com o crime, que abalou Cáli
O corpo de uma bebê foi encontrado após ela ser retirada do útero de uma gestante de oito meses que foi assassinada a facadas em Cáli, na Colômbia. O crime chocou a população da cidade, que, apesar do histórico de violência ligada ao narcotráfico, ficou abalada pela brutalidade do caso.
A vítima foi identificada como María Camila Potosí, de 21 anos. Ela desapareceu no dia 16 de julho, após sair para uma consulta de pré-natal. Segundo familiares, antes de desaparecer, a jovem havia passado na casa da cunhada para ajudar a cuidar de um parente doente e depois seguiu de mototáxi para o atendimento médico.
O corpo da gestante foi encontrado quatro dias depois, em 20 de julho, às margens do rio Meléndez, enrolado em lençóis e coberto por cobertores. De acordo com as autoridades, María Camila estava com as mãos e os pés amarrados, além de apresentar diversos ferimentos provocados por faca e sinais de tortura.
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Após a localização do corpo, a família recebeu a informação de que a bebê não estava mais no útero da mãe. A descoberta trouxe uma esperança de que a criança pudesse ter sobrevivido ao ataque.
“Disseram-me que a bebê não estava mais dentro dela. Isso me encheu de esperança de que ela estivesse viva”, relatou a mãe da vítima.
No entanto, na quinta-feira (30), a polícia encontrou os restos mortais da menina em uma área de mata próxima ao local onde María Camila foi localizada. A família informou que a bebê se chamaria Alahia.
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Cinco pessoas foram presas em conexão com a morte
de María Camila e sua bebê (Foto: Reprodução)
Cinco pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, incluindo a mulher que teria transportado María Camila de moto. As investigações continuam para esclarecer a motivação e a participação de cada envolvido.
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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, classificou o crime como “uma brutalidade sem limites” e defendeu penas mais severas para os responsáveis.