Detentos organizavam churrascos, frequentavam espaços públicos e praticavam atividades de lazer. Segundo as investigações, eles pagavam valores entre R$ 50 e R$ 70, para sair da prisão sem qualquer controle. A prática era considerada recorrente
Uma investigação exibida pelo programa Fantástico revelou um esquema de irregularidades em um núcleo prisional da Polícia Militar no Amazonas, onde policiais militares presos por crimes graves viviam em condições consideradas totalmente fora do padrão do sistema carcerário.
Segundo a reportagem, o local funcionava com falhas de controle e fiscalização, permitindo que detentos tivessem uma rotina com festas, churrascos e consumo de bebidas, além de circulação fora da unidade prisional.
As apurações também apontam que alguns dos presos conseguiam sair do espaço e circular livremente pela cidade, chegando até a usar a condição de detento como uma espécie de “álibi” para atividades externas.
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O cenário foi descrito por autoridades como semelhante a uma “colônia de férias”, diante do nível de liberdade e das regalias encontradas dentro da unidade.
Após a divulgação das irregularidades, o núcleo prisional foi alvo de operações do Ministério Público e acabou desativado, com a transferência dos detentos para unidades com regras mais rígidas e maior controle de segurança.
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O caso gerou forte repercussão e abriu discussão sobre falhas na custódia de policiais militares presos e a necessidade de maior rigor na gestão de unidades especiais no sistema prisional do estado.