Ingestão de café estimula a liberação de dopamina, o que eleva o humor e a concentração
O consumo moderado de café pode reduzir o risco de demência e contribuir para a manutenção da função cognitiva ao longo do envelhecimento, segundo estudo publicado na revista científica JAMA (The Journal of the American Medical Association).
A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, analisou dados de cerca de 130 mil pessoas acompanhadas por quase 40 anos.
Nesse período, 11.033 participantes desenvolveram demência. Os resultados mostram que pessoas que consumiam entre duas e três xícaras de 237 ml por dia apresentaram risco 18% menor em comparação aos que consumiam menos.
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Os pesquisadores também observaram associação entre o consumo de bebidas com cafeína, como café e chá, e melhor desempenho cognitivo. O efeito pode estar relacionado à ação da cafeína no sistema nervoso central.

Foto: Reprodução
De acordo com o neurologista Edson Issamu Yokoo, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a substância atua na regulação de neurotransmissores e na proteção das células cerebrais.
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“A cafeína é tida como neuroprotetora por regular a liberação de neurotransmissores como o glutamato, que é responsável por evitar a toxicidade celular. Ela também estimula a produção de BDNF, uma proteína que ajuda na sobrevivência das células e na plasticidade sináptica. Somado ao alto teor de antioxidantes, esse processo ajuda a blindar o tecido cerebral contra o estresse oxidativo, o que mantém a integridade das conexões neurais”, afirma.