Senadora denunciou ser vítima de misoginia na esteira do racha familiar entre a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) saiu em defesa de Damares Alves (Republicanos) após a senadora ser alvo de críticas na direita. Nas últimas semanas, a parlamentar, que é uma das principais aliadas de Michelle Bolsonaro (PL), denunciou ataques misóginos na esteira do racha familiar entre a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro, adversário de Caiado na disputa pelo Planalto.
“É inaceitável que a senadora Damares Alves seja alvo de ataques e violência de gênero por expressar suas opiniões. Não é assim que se faz política. A direita é maior que isso”, escreveu Caiado nas redes sociais.
A três meses do primeiro turno, Caiado subiu o tom contra Flávio nos útlimos dias. Em uma publicação feita no X na semana passada, o goiano escreveu que "o barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora" ao comentar uma matéria jornalística que dizia que o União Brasil e o Progressistas não devem apoiar o candidato do PL na corrida presidencial.
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É inaceitável que a senadora @DamaresAlves seja alvo de ataques e violência de gênero por expressar suas opiniões. Não é assim que se faz política. A direita é maior que isso.
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) July 14, 2026
Minha total solidariedade!
Já em entrevista à CNT, também na semana passada, Caiado disse que Lula cuida de Flávio como se fosse “um peru de Natal”.
ATAQUES CONTRA DAMARES
No início de julho, Damares revelou ter sido alvo de uma onda de ataques nas redes sociais. As declarações foram feitas durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida pela própria parlamentar, um dia depois de Michelle anunciar que deixaria a presidência do PL Mulher em meio à crise com Flávio — em vídeo, a mulher de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o senador a maltratou e desrespeitou.
Damares afirma que os ataques ultrapassaram as críticas políticas e passaram a atingir sua vida pessoal e sua família.
— Essa semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis ataques (…) Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha. A minha filha é uma menina indígena. Eu sou mãe de uma menina indígena. E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, que estão decapitando ela. É uma violência política que a gente não consegue imaginar — afirmou, na ocasião.
Segundo noticiado pelo portal Metrópoles no domingo passado, Damares disse que não daria novas contribuições para o plano de governo de Flávio e que só o auxiliaria após uma eventual vitória do senador. Já em discurso na segunda-feira, a senadora declarou que isso não significa rompimento com Flávio e que o senador do PL é seu pré-candidato a presidente.
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— Eu queria dizer para esse exército da direita: parem de atacar os seus soldados. Não é dessa forma que vocês vão mostrar para o Brasil que é muito bom ser conservador. Não. Tem muita gente rejeitando a nossa proposta, porque estão dizendo: é isso que é ser conservador? Atacar seu próprio soldado, atacar seu próprio exército? — disse durante sessão do Senado.