Banco de Brasília negocia venda de carteiras e busca apoio do FGC após prejuízos bilionários
A Caixa Econômica Federal analisa ativos do Banco de Brasília (BRB), que busca alternativas para reforçar o caixa após prejuízos relacionados a operações envolvendo o Banco Master.
Segundo apuração, a Caixa estuda carteiras de crédito do BRB e avalia quais produtos poderiam ser adquiridos em eventual negociação. Entre os ativos considerados estratégicos está a carteira ligada à Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), estatal vinculada ao Governo do Distrito Federal e acionista controlador do banco. No entanto, esse ativo ainda não teria sido oficialmente colocado à venda.
Pessoas próximas às tratativas avaliam que o BRB poderá precisar oferecer ativos de melhor qualidade para atrair compradores e obter fôlego financeiro diante da crise.
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EMPRÉSTIMO E EXIGÊNCIA DO BANCO CENTRAL
Paralelamente à venda de carteiras, o BRB negocia um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Como garantia, estariam sendo oferecidos 12 imóveis pertencentes ao GDF.
Um projeto de lei autorizando a operação foi encaminhado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) na sexta-feira (20/2) e deve ser analisado nos próximos dias.
O empréstimo tem como objetivo cumprir a exigência de provisionamento de R$ 2,6 bilhões determinada pelo Banco Central do Brasil. O montante total do prejuízo ainda está sendo apurado tanto pelo Banco Central quanto por auditoria independente contratada pelo próprio BRB.
POSSIBILIDADE DE FEDERALIZAÇÃO
No governo federal, há avaliação de que, caso a situação financeira do banco se agrave, poderá ocorrer a federalização da instituição.
O líder do GDF na CLDF, deputado distrital Hermeto, declarou que, se o projeto que autoriza o uso dos imóveis como garantia não for aprovado, o BRB poderá ser federalizado.
O cenário segue em aberto, enquanto o banco busca alternativas para recompor capital e manter a estabilidade das operações.