Nova convenção coletiva prevê reposição da inflação e aumento real de 0,6% nos salários. Funcionários da Caixa e parte dos trabalhadores do BB rejeitaram as propostas
Os funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, com trabalhadores de algumas regiões também cruzando os braços. O principal impasse envolve o custeio dos planos de saúde dos funcionários.
Na Caixa, a proposta apresentada pelo banco para renovar o acordo coletivo foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais. Entre os pontos de maior resistência está a proposta de aumento da contribuição dos empregados para o Saúde Caixa, além da elevação dos valores cobrados por dependentes.
No Banco do Brasil, 27 sindicatos aprovaram a greve, enquanto outras entidades aceitaram a proposta apresentada ou decidiram continuar as negociações. Entre os locais com paralisação estão bases de Minas Gerais, Bahia, Ceará e Piauí. O banco afirma que mantém negociações com os representantes dos funcionários.
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Apesar da paralisação, os bancos orientam os clientes a utilizarem aplicativos, internet banking, atendimento telefônico, caixas eletrônicos e correspondentes bancários para realizar pagamentos, transferências e outros serviços. A orientação é buscar os canais digitais para reduzir os impactos durante o movimento.
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Foto: Arquivo pessoal
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A greve ocorre mesmo após a categoria bancária ter fechado uma nova convenção coletiva, com reajuste salarial acima da inflação e aumento real de 0,6%, além de melhorias em benefícios e participação nos lucros. Na Caixa e no Banco do Brasil, porém, o impasse específico sobre os planos de saúde levou parte dos trabalhadores a manter a mobilização.