Doença evolui sem dor e costuma ser descoberta apenas em estágio avançado ou após exames de rotina
A calcificação das artérias representa um estágio avançado da aterosclerose condição caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos responsáveis por levar oxigênio e nutrientes a todo o organismo. O problema, segundo o cirurgião vascular Alexandre Giovannini, costuma evoluir de forma silenciosa, o que aumenta os riscos para o paciente.
Em entrevista, o médico membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e integrante do corpo clínico do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasília explica que a ausência de sintomas iniciais é o principal desafio. “Esse é o ponto mais crítico. Não dói enquanto está se formando”, ressalta.
Especialista em angiorradiologia e cirurgia endovascular, Giovannini afirma que muitos pacientes só descobrem a calcificação quando a doença já está avançada ou durante exames de rotina, como ecodoppler e tomografia. Ainda assim, o corpo pode emitir alguns sinais de alerta.
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Entre os sintomas mais comuns estão cansaço excessivo, falta de ar ao realizar pequenos esforços e dor no peito. Dores nas pernas ao caminhar que melhoram com o repouso também podem indicar comprometimento da circulação. Em quadros mais graves, podem surgir diminuição dos pulsos, feridas que não cicatrizam e até gangrena (necrose).

O especialista reforça que não se deve esperar a manifestação dos sintomas para buscar avaliação médica. “O ideal é realizar acompanhamento preventivo, principalmente se houver fatores de risco”, orienta.

Para explicar o processo, o médico compara as artérias a mangueiras de borracha que, com o tempo, podem perder a elasticidade. A calcificação ocorre quando o cálcio, que deveria estar concentrado nos ossos e dentes, passa a se depositar nas paredes dos vasos sanguíneos, geralmente como consequência de um processo inflamatório crônico.

Foto: Reprodução
Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento do problema, como envelhecimento, predisposição genética, alimentação inadequada, tabagismo, diabetes, hipertensão e doenças renais. “É como se o organismo tentasse ‘cicatrizar’ uma agressão nas artérias usando cálcio, o que acaba tornando o vaso rígido e menos eficiente”, explica Giovannini.
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A rigidez arterial pode comprometer a circulação e aumentar o risco de complicações cardiovasculares, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.