Medicamento com nome de clonazepan possui efeito sedativo e ansiolítico. Investigação acredita que a suspeita usou quantidade superior à informada em depoimento para reduzir a possibilidade de reação. Placa e proprietário de carro que levou Paola após o c
A investigação sobre o assassinato de um casal de idosos em um apartamento de luxo em Belo Horizonte ganhou novos desdobramentos. A perícia da Polícia Civil confirmou a presença de clonazepam, medicamento de efeito sedativo e ansiolítico, no sangue das vítimas. Além disso, os investigadores identificaram a placa e o proprietário do carro usado na fuga da principal suspeita.
Segundo a polícia, a diarista Paola Stefany Neto Cirino relatou informalmente que, após cometer o crime, abordou um motorista de aplicativo que descansava próximo ao prédio das vítimas e ofereceu R$ 40 para ser levada até o centro da capital mineira. Agora, as autoridades aguardam informações das plataformas de transporte para confirmar a versão.
A perícia reforçou a linha de investigação ao confirmar a presença do calmante no organismo do casal. Durante depoimento, Paola afirmou ter colocado quatro comprimidos de clonazepam no suco servido às vítimas antes do ataque. No entanto, investigadores acreditam que a quantidade usada pode ter sido ainda maior para reduzir qualquer chance de reação.
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De acordo com a Polícia Civil, o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram mortos a facadas dentro do imóvel no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
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Foto: Reprodução
Após o crime, a suspeita teria roubado joias, relógios, celulares, dinheiro e outros objetos de valor. Parte dos bens, segundo a investigação, foi vendida por cerca de R$ 59 mil.
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Paola foi presa na quinta-feira em um hotel na cidade de Itabira, no interior de Minas Gerais, onde confessou o duplo homicídio. A Polícia Civil segue apurando se outras pessoas ajudaram na fuga ou participaram da venda dos objetos roubados.