Especialista alerta para os efeitos da estiagem e orienta sobre como usar o ar-condicionado de forma segura durante o período de calor intenso.
O período de estiagem na Amazônia traz uma combinação de fatores que pode favorecer o surgimento e a piora de problemas respiratórios. Com as temperaturas elevadas, a redução da umidade do ar e o aumento da poeira e da fumaça provocada pelas queimadas, as vias respiratórias ficam mais suscetíveis a irritações e infecções.
Durante essa época do ano, o uso de aparelhos de ar-condicionado se torna frequente em casas, empresas e veículos. Apesar de ser um importante aliado para aliviar o calor, o equipamento exige cuidados. A ausência de manutenção, filtros sujos e ambientes com pouca circulação de ar podem contribuir para o agravamento de sintomas respiratórios.
Resfriados, gripe, covid-19, faringite e sinusite estão entre os problemas que podem aparecer com maior frequência durante a estiagem. Além das infecções virais, o ar seco, a poeira e a fumaça também podem desencadear ou agravar quadros de rinite, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
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Filtros e componentes internos de aparelhos sem higienização adequada podem acumular poeira, alérgenos e fungos, aumentando a exposição a partículas que irritam as vias respiratórias. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e indivíduos imunossuprimidos estão entre os grupos que exigem maior atenção.
De acordo com a infectologista Dessana Francis Chehuan Melo, da Hapvida, o ar-condicionado não é responsável diretamente pelo surgimento de doenças. O problema está principalmente nas condições criadas quando o ambiente permanece fechado, sem renovação adequada do ar e com equipamentos sem manutenção.
A médica recomenda que os aparelhos sejam higienizados regularmente, que os filtros sejam limpos e que os ambientes tenham períodos de ventilação. Ela também destaca a importância de manter o organismo hidratado, já que a baixa umidade pode ressecar e irritar as mucosas das vias respiratórias.
Outro cuidado importante é manter a vacinação atualizada. Segundo a especialista, a imunização continua sendo uma das principais formas de prevenir casos graves de doenças como gripe, covid-19 e pneumonia, especialmente entre pessoas que fazem parte dos grupos de risco.
A médica também chama atenção para o uso inadequado de medicamentos. Em infecções virais, os antibióticos não são eficazes e seu uso sem indicação profissional pode contribuir para o aumento da resistência bacteriana.
COMO DIMINUIR OS RISCOS
Algumas medidas simples podem ajudar a preservar a saúde durante o período de estiagem:
Higienizar os filtros do ar-condicionado a cada 15 dias quando o aparelho for utilizado com frequência;
Evitar temperaturas excessivamente baixas. A faixa entre 23 °C e 25 °C pode proporcionar conforto sem aumentar tanto o ressecamento do ambiente;
Abrir portas e janelas por alguns minutos sempre que possível para renovar o ar;
Beber água regularmente ao longo do dia;
Utilizar soro fisiológico nasal, quando necessário, para ajudar na hidratação das vias aéreas;
Manter as vacinas recomendadas atualizadas;
Evitar exercícios e atividades prolongadas ao ar livre durante períodos de fumaça intensa, principalmente crianças, idosos e pessoas com asma ou DPOC.
SINAIS DE ALERTA
Nem todo quadro respiratório exige atendimento imediato, mas alguns sintomas indicam a necessidade de avaliação médica. Febre persistente por mais de três dias, tosse prolongada, dor no peito, falta de ar, respiração acelerada ou uma piora repentina do quadro são sinais que merecem atenção.
Pessoas consideradas mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos, gestantes, imunossuprimidos e pacientes com asma ou DPOC, devem procurar atendimento diante de sintomas persistentes ou agravamento do quadro.
Para casos leves, a teleconsulta também pode ser uma alternativa para uma primeira avaliação. O atendimento remoto permite que o profissional analise os sintomas, oriente os cuidados necessários e determine se há necessidade de uma consulta presencial.
SOBRE A HAPVIDA
Com mais de oito décadas de atuação, a Hapvida se apresenta como uma das maiores empresas de saúde integrada da América Latina. A companhia possui uma estrutura formada por hospitais, unidades de pronto atendimento, clínicas médicas e centros de diagnóstico, além de serviços voltados à prevenção e ao acompanhamento de doenças crônicas.
A empresa afirma contar com mais de 77 mil colaboradores e atender cerca de 16 milhões de beneficiários de planos de saúde e odontológicos em diferentes regiões do Brasil.
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