Altas temperaturas, roupas úmidas e mudanças na rotina favorecem candidíase e outras infecções durante o verão
O Carnaval combina festas, viagens e exposição prolongada ao calor, mas também pode trazer impactos à saúde íntima. De acordo com a ginecologista Marise Samama, presidente da Associação de Medicina e Ciências Reprodutivas (AMCR), o aumento da temperatura, a transpiração excessiva e hábitos comuns da folia criam condições ideais para a proliferação de fungos e bactérias.
Segundo a médica, o calor e a umidade favorecem o desequilíbrio da microbiota vaginal. A flora saudável é composta majoritariamente por bactérias do gênero Lactobacillus, responsáveis por manter o pH vaginal entre 3,5 e 4,5 por meio da produção de ácido láctico. Esse ambiente ácido funciona como barreira natural contra microrganismos nocivos. Quando há redução desses lactobacilos, aumenta o risco de disbiose, como vaginose bacteriana e infecções fúngicas.
Além das condições climáticas, fatores comportamentais típicos do período também influenciam. Permanecer por longos períodos com biquíni ou roupas molhadas, usar peças muito justas ou sintéticas, dormir pouco e consumir álcool podem comprometer a imunidade e favorecer o surgimento de infecções.
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Entre os quadros mais comuns está a candidíase vulvovaginal, geralmente causada pelo fungo Candida albicans. Estimativas clínicas indicam que cerca de 75% das mulheres terão ao menos um episódio ao longo da vida reprodutiva, e o calor é um dos fatores que contribuem para a recorrência.

Foto: Reprodução
Para prevenir complicações, a orientação é simples: trocar roupas úmidas rapidamente, optar por tecidos leves e respiráveis, manter a região íntima seca e arejada inclusive durante o sono e evitar roupas abafadas por tempo prolongado.

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O período também exige atenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que mais de um milhão de ISTs são adquiridas diariamente no mundo. O uso de preservativo desde o início da relação, inclusive no sexo oral, é essencial para reduzir o risco de HIV, sífilis, hepatites B e C, HPV e gonorreia.
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Por fim, a especialista reforça a importância das consultas ginecológicas regulares. O acompanhamento médico permite diagnóstico precoce, tratamento adequado e orientação personalizada para manter a saúde íntima em dia no Carnaval e durante todo o ano.