Levantamento global analisou o avanço do calor nos dias, nas noites e nos episódios que combinam altas temperaturas sem pausa para o corpo. América do Sul, incluindo o Brasil, está entre as regiões onde a sensação de calor mais aumentou
Um novo estudo divulgado nesta segunda-feira (22) mostra que o calor extremo passou a atingir cerca de 1 bilhão de pessoas a mais por ano em comparação com a década de 1970. O levantamento reforça o avanço das ondas de calor em diferentes regiões do planeta.
De acordo com os dados, o aumento das temperaturas está tornando os episódios de calor extremo mais frequentes, intensos e duradouros ao longo das últimas décadas. O fenômeno é associado diretamente às mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.
Os pesquisadores destacam que esse crescimento na exposição ao calor afeta especialmente áreas urbanas e regiões mais vulneráveis, onde há menor acesso a sistemas de resfriamento e infraestrutura adequada para enfrentar temperaturas elevadas.
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O estudo também alerta para os impactos na saúde pública, já que o calor extremo pode aumentar casos de desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias.
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Foto: Reuters/Jon Nazca
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Segundo os cientistas, a tendência é de agravamento nos próximos anos caso não haja redução significativa das emissões de gases de efeito estufa, o principal fator ligado ao aquecimento do planeta.