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Calor intenso aumenta risco de desidratação e alimentos ajudam a manter o corpo hidratado
Foto: Divulgação

Com temperaturas acima dos 35°C, frutas, verduras e bebidas naturais podem complementar a ingestão de líquidos e ajudar na reposição de água e eletrólitos.

Com temperaturas que ultrapassam os 35°C durante o verão amazônico, manter o organismo hidratado exige cuidados redobrados. A exposição prolongada ao calor pode favorecer quadros de desidratação, exaustão térmica e insolação, além de agravar problemas cardiovasculares e respiratórios.

 

De acordo com orientações do Ministério da Saúde, os cuidados em períodos de temperaturas extremas não devem se limitar ao consumo de água. A alimentação também pode contribuir para a reposição de líquidos, eletrólitos e nutrientes perdidos pelo organismo, especialmente entre pessoas que trabalham, praticam exercícios ou permanecem por longos períodos em ambientes externos.

 

Entre as principais opções estão as frutas com alto percentual de água. Melancia, melão e abacaxi podem fazer parte da alimentação diária, assim como frutas típicas da região amazônica, como cupuaçu e camu-camu. Além de contribuírem para a hidratação, esses alimentos fornecem vitaminas e outros nutrientes.

 

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Vegetais como pepino, abobrinha e alface também apresentam grande quantidade de água e podem ser incluídos em saladas e outras preparações leves. As fibras presentes nesses alimentos ainda auxiliam no funcionamento do sistema digestivo.

 

Segundo Fernando Paiva, professor do curso de Nutrição e Dietética do Centro de Ensino Técnico (Centec), frutas como melancia e melão possuem mais de 90% de água em sua composição e podem ser boas alternativas para complementar a hidratação, principalmente nos horários mais quentes do dia.

 

BEBIDAS TAMBÉM PODEM COMPLEMENTAR HIDRATAÇÃO

 

Além da água, algumas bebidas podem ajudar a variar a ingestão de líquidos ao longo do dia. A água de coco, por exemplo, contém potássio e outros eletrólitos. Sucos naturais de frutas regionais, desde que preparados sem excesso de açúcar, também podem ser consumidos como complemento.

 

Outra alternativa são os chás gelados sem adição de açúcar. Apesar das opções, a água continua sendo a principal fonte de hidratação e deve ser consumida regularmente, sem esperar que a sede apareça.

 

O consumo de bebidas alcoólicas merece atenção especial durante períodos de calor intenso. A recomendação é evitar o excesso e manter a ingestão de água ao longo do dia, principalmente quando houver exposição prolongada às altas temperaturas.

 

Para trabalhadores que atuam ao ar livre e pessoas que praticam atividades físicas, os cuidados precisam ser ainda maiores. A transpiração é uma das formas utilizadas pelo organismo para controlar a temperatura corporal, mas também provoca perda de água, tornando necessária a reposição adequada de líquidos.

 

 (Foto: Nilton Ricardo/A CRÍTICA)

Foto: Reprodução

 

ALIMENTAÇÃO MAIS LEVE AJUDA NOS DIAS QUENTES

 

Em períodos de calor intenso, preparações mais leves podem facilitar a alimentação e aumentar o consumo de alimentos frescos. Saladas, frutas e vegetais são opções que podem ser incorporadas às refeições e aos lanches ao longo do dia.

 

O professor Fernando Paiva destaca que a hidratação não depende exclusivamente da água, embora ela permaneça indispensável para o funcionamento adequado do organismo.

 

A combinação entre o consumo regular de líquidos e uma alimentação equilibrada pode contribuir para a manutenção do equilíbrio hídrico e de eletrólitos, especialmente nos dias em que a perda de água pelo suor é maior.

 

CRIANÇAS E IDOSOS PRECISAM DE ATENÇÃO REDOBRADA

 

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos das temperaturas elevadas e precisam de cuidados adicionais.

 

No caso de crianças e idosos, a recomendação é oferecer líquidos regularmente durante o dia, sem depender apenas da sensação de sede. Isso porque esses grupos podem não perceber ou manifestar a necessidade de beber água com a mesma intensidade.

 

Paiva orienta que líquidos e alimentos com alto teor de água sejam oferecidos em intervalos regulares, principalmente durante os períodos de maior calor.

 

A preocupação também está relacionada às características climáticas da Amazônia. Segundo o Ministério da Saúde, períodos de estiagem podem aumentar os riscos relacionados à desidratação, sobretudo entre crianças e idosos, enquanto as características do território amazônico podem ampliar os impactos provocados pela seca.

 

Além de manter água sempre disponível, reduzir o tempo de exposição direta ao sol e evitar atividades físicas nos horários de calor mais intenso são medidas importantes durante os períodos de temperaturas elevadas.

 

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No verão amazônico, a recomendação é transformar a hidratação em um hábito ao longo de todo o dia, combinando o consumo regular de água com uma alimentação equilibrada e rica em frutas e vegetais. 

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