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Câmara aprova pedido de investigação contra Lula por interferir em investigação do INSS, mas decisão final depende de Hugo Motta
Foto: Reprodução

Oposição denuncia possível interferência de Lula na investigação sobre fraudes do INSS; concentração de poder na presidência da Câmara vira escudo do governo

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento que solicita à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de investigação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O foco da denúncia são supostos “abusos na conduta” do chefe do Executivo por conta de declarações sobre a atuação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) na investigação do esquema conhecido como “Farra do INSS”.

 

Apesar da aprovação pelo colegiado, o pedido só será formalmente enviado à PGR se autorizado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na prática, Hugo Motta se transformou no fiel da balança entre investigações incômodas para o Planalto e a blindagem política oferecida pela base governista. O comando da Casa virou uma espécie de balcão — e até agora, a prateleira parece reservada a decisões que favorecem Lula.

 

O requerimento aprovado pelos deputados acusa Lula de fazer declarações que “configuram possível interferência indevida em investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União”, ferindo princípios constitucionais como legalidade, moralidade e impessoalidade administrativa.

 

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O estopim foi uma entrevista concedida por Lula no dia 3 de junho. Na ocasião, o presidente afirmou ter orientado PF e CGU a atuar com “muita cautela” para que não houvesse “crucificações” de entidades sob apuração. O tom conciliador, segundo os parlamentares, seria, na verdade, uma forma velada de “constranger órgãos de controle a desacelerar, condicionar ou relativizar apurações em curso”.

 

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“Não queremos punir nenhuma entidade de forma precipitada, por isso a cautela, que eu disse à CGU, que eu disse à Polícia Federal: muita cautela para a gente não levar uma pessoa a ser crucificada e depois ter que pedir desculpa. Não tem importância que demore uma semana a mais”, afirmou Lula no último dia 3. 

 

Fonte: BSB

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