Sem oposição, dirigente amplia permanência e pode completar 15 anos no comando do futebol paulista
O dirigente Reinaldo Carneiro Bastos foi reeleito nesta quarta-feira (25) para mais um mandato à frente da Federação Paulista de Futebol (FPF). No cargo desde 2015, ele seguirá na presidência até 2030, após ser reconduzido por unanimidade e sem adversários.
A eleição contou com a participação de cerca de 80 dirigentes, entre presidentes de clubes e representantes de ligas do estado de São Paulo, que compareceram à sede da entidade para confirmar a continuidade da atual gestão. Como determina o estatuto da FPF, este será o último mandato possível de Carneiro no comando da federação.
Inicialmente, o pleito chegou a ser suspenso pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Na véspera, uma decisão judicial havia negado recurso apresentado pelo dirigente. No entanto, a realização da eleição foi autorizada após intervenção do Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA), responsável por analisar questões relacionadas ao estatuto da entidade.
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Reinaldo Carneiro Bastos terá como vice-presidentes Fernando Sollero e o ex-jogador Mauro Silva. Caso conclua o novo ciclo, ele chegará a 15 anos consecutivos à frente da federação.
Em declarações recentes, o dirigente afirmou que pretende investir na formação de profissionais qualificados para o futebol brasileiro, mas sem a intenção de preparar um sucessor direto. Segundo ele, o setor ainda carece de gestores especializados.
Apesar da reeleição tranquila, Carneiro enfrenta investigações conduzidas pela Polícia Civil desde janeiro, que apuram suspeitas de gestão fraudulenta e falsidade ideológica — acusações que ele nega.
Ele assumiu a presidência da FPF após a saída de Marco Polo Del Nero, de quem era vice. Desde então, manteve-se no cargo com pouca oposição. Nesta eleição, uma possível candidatura alternativa chegou a ser cogitada por Wilson Marqueti Júnior, mas não reuniu o apoio necessário para formalizar chapa.
De acordo com as regras da federação, para disputar a presidência é preciso obter apoio mínimo de clubes de diferentes divisões do Campeonato Paulista, requisito que acabou inviabilizando concorrentes.
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Após a confirmação do resultado, Carneiro agradeceu o apoio recebido e afirmou que pretende manter uma gestão aberta ao diálogo, além de reforçar a parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para fortalecer o futebol paulista nos próximos anos.