Governo quer início imediato da jornada de até 40 horas, enquanto deputados defendem reduzir uma hora este ano, duas em 2027 e uma em 2028
A Câmara dos Deputados inicia nesta semana uma fase considerada decisiva para a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. Apesar da pressão de parlamentares e movimentos sindicais, o texto da PEC ainda não teve o relatório final concluído, o que aumenta a tensão nos bastidores de Brasília.
A proposta ganhou força após mobilizações nas redes sociais e manifestações de trabalhadores que defendem mudanças na atual jornada, considerada desgastante por diversas categorias. O projeto propõe alterações nas regras trabalhistas para reduzir a carga semanal e ampliar os períodos de descanso dos empregados.
Mesmo diante da expectativa de votação, integrantes da comissão responsável afirmam que ainda existem divergências importantes sobre os impactos econômicos da medida. Parlamentares ligados ao setor empresarial demonstram preocupação com possíveis aumentos nos custos para empresas, principalmente nos setores de comércio e serviços.
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Nos corredores da Câmara, líderes partidários tentam construir um acordo para evitar que a discussão provoque novos conflitos entre governo, oposição e representantes do empresariado. A falta de um relatório consolidado, no entanto, pode adiar novamente o avanço da proposta.
Defensores da PEC argumentam que o modelo atual afeta diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores, enquanto críticos afirmam que mudanças bruscas podem gerar demissões e dificultar a contratação de funcionários em pequenas empresas.
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A expectativa é que os próximos dias sejam marcados por intensas negociações e reuniões entre deputados, centrais sindicais e representantes do setor produtivo para definir o futuro da proposta no Congresso Nacional.