Equipe analisou documentos liberados pelo STF e prepara vídeo para este sábado; presidente e aliados também aumentam pressão pela divulgação completa das investigações
A campanha do presidente Lula (PT) prepara uma força-tarefa para reagir aos novos desdobramentos do caso Banco Master e deve ampliar as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no horário eleitoral. A estratégia ocorre após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de parte das investigações relacionadas ao caso.
A equipe petista pretende explorar principalmente as informações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio é investigado no Supremo Tribunal Federal por suspeitas relacionadas ao financiamento da produção e nega irregularidades, afirmando que os recursos envolvidos eram privados.
O caso ganhou ainda mais espaço na disputa eleitoral depois que documentos da investigação passaram a revelar detalhes sobre a relação entre Flávio e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo a investigação, o senador teria procurado o banqueiro em busca de recursos para o filme.
Veja também

Omar Aziz promete três maternidades e novas unidades de saúde em Manaus durante campanha
Mulheres podem bater recorde de eleitas ao Senado nas eleições de 2026
A campanha de Lula também pretende evitar que a eleição seja concentrada exclusivamente na crise interna do Supremo Tribunal Federal. A avaliação entre aliados é que o tema Banco Master pode ser usado para direcionar o debate para suspeitas de irregularidades e para questionamentos sobre as relações políticas e financeiras envolvendo adversários.
O governo e Lula têm defendido a divulgação dos elementos das investigações, mas a retirada do sigilo não foi completa. Parte dos procedimentos continua sob sigilo, incluindo documentos relacionados ao núcleo político e ao filme Dark Horse.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O movimento ocorre em um momento de forte disputa entre Lula e Flávio pela Presidência. Com a crise do STF e o caso Master ocupando espaço no debate eleitoral, as duas campanhas passaram a definir estratégias diferentes para explorar ou reduzir os efeitos políticos das investigações.