CFM reconheceu Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade como alternativa para tratar o câncer de próstata
Uma nova tecnologia para o tratamento do câncer de próstata começa a ganhar espaço no Brasil após anos de estudos e experiência clínica. O HIFU, sigla em inglês para ultrassom focalizado de alta intensidade, utiliza ondas de ultrassom concentradas para atingir e destruir o tecido tumoral, sem a necessidade de retirar toda a próstata. A técnica é considerada minimamente invasiva e pode preservar estruturas saudáveis próximas ao tumor.
Apesar de já ser utilizada em outros países e ter chegado ao Brasil há mais de uma década, a tecnologia demorou para obter reconhecimento oficial. O primeiro procedimento com HIFU no país foi realizado em 2011, e a técnica passou anos sendo utilizada dentro de um cenário considerado experimental. Em maio de 2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução que reconheceu o procedimento como não experimental para casos selecionados de câncer de próstata localizado.
O reconhecimento de uma nova tecnologia médica depende da análise de evidências científicas, resultados de longo prazo, segurança e indicação adequada para diferentes perfis de pacientes. No caso do HIFU, a evolução dos estudos e da experiência acumulada ajudou a ampliar a confiança na técnica. A principal proposta é oferecer uma alternativa entre a vigilância ativa e tratamentos mais agressivos, como a retirada completa da próstata ou a radioterapia, especialmente quando o tumor está localizado.
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O tratamento, porém, não é indicado para todos os pacientes com câncer de próstata. A seleção é considerada fundamental e depende de fatores como localização, tamanho e características do tumor. Em casos adequadamente selecionados, a terapia focal busca controlar a doença preservando ao máximo as funções urinária e sexual. Por isso, especialistas destacam que o HIFU deve ser avaliado individualmente e não apresentado como substituto universal da cirurgia ou da radioterapia.
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Com o reconhecimento pelo CFM, a expectativa é que o HIFU passe a ter maior espaço na discussão sobre as opções terapêuticas disponíveis no país. A mudança também pode estimular a formação de profissionais, a expansão de centros especializados e novos estudos sobre os resultados da técnica. Mesmo com os avanços, o acompanhamento médico continua essencial para determinar se o procedimento é adequado e monitorar o paciente após o tratamento.