Caiado e Kassab em lançamento da pré-candidatura: investimento na campanha preocupa entorno do goiano
A definição do nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência pelo PSD, trouxe à tona dúvidas dentro da própria legenda sobre o custo e a viabilidade da campanha. Nos bastidores, lideranças admitem que a conta da candidatura ainda “não fecha”.
A articulação foi conduzida pelo presidente do partido, Gilberto Kassab, que apostou em uma candidatura própria após o fracasso de negociações com outros nomes da chamada terceira via. A escolha de Caiado ocorreu após disputas internas e a saída de outros possíveis concorrentes dentro do partido.
Apesar da definição, o principal desafio agora é financeiro. A campanha presidencial exige uma estrutura robusta, com gastos elevados em comunicação, viagens e mobilização política em todo o país. Internamente, há avaliação de que o PSD ainda não tem clareza sobre quanto precisará investir nem de onde virão todos os recursos.
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Outro ponto de preocupação é o retorno político desse investimento. Aliados reconhecem que a candidatura pode não ter força suficiente para disputar com os principais polos da eleição, dominados por grupos já consolidados. Ronaldo Caiado aparece como uma alternativa fora da polarização, mas enfrenta dificuldades para crescer nas pesquisas e ampliar sua base eleitoral.
Nesse contexto, a candidatura também é vista como parte de uma estratégia mais ampla do partido. O PSD pode usar a disputa presidencial para fortalecer sua presença nacional, ampliar bancadas no Congresso e negociar alianças futuras, mesmo que não chegue competitivo ao segundo turno.
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Nos bastidores, o movimento é interpretado como típico do pragmatismo político de Gilberto Kassab, que busca equilibrar visibilidade nacional com ganhos estratégicos para o partido, ainda que o custo da campanha presidencial permaneça indefinido.