Mercado ilegal cresce impulsionado pelos altos preços
O contrabando de canetas emagrecedoras tem avançado no Brasil e acendido um alerta entre autoridades de saúde e especialistas. Apenas nos seis primeiros meses de 2026, a Receita Federal apreendeu quase duas mil unidades dos medicamentos em Minas Gerais, evidenciando o crescimento do mercado clandestino.
Segundo a Receita, os produtos ilegais já são encontrados com frequência em operações contra o contrabando, ao lado de celulares, perfumes e cigarros. A preocupação aumentou após a Polícia Federal deflagrar a Operação Perigosa Caneta, que investiga um esquema de importação e venda irregular de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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Um levantamento da Scanntech aponta que o uso das canetas emagrecedoras cresceu 239% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. O estudo estima ainda que cerca de metade das doses em circulação no país tenha origem no mercado ilegal.
O alto preço dos medicamentos originais é apontado como um dos principais fatores para o aumento do contrabando. Enquanto produtos autorizados podem custar mais de R$ 4 mil, versões vendidas clandestinamente são encontradas por menos de R$ 500.
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Especialistas alertam, porém, que o uso de medicamentos sem procedência e sem acompanhamento médico pode causar infecções, danos a órgãos e outras complicações graves. Além da origem do produto, o tratamento exige prescrição, controle da dosagem e monitoramento profissional para garantir a segurança do paciente.