Os descontos se referem às compras do Ministério junto aos fabricantes para oferecer as canetas emagrecedoras gratuitamente pelo SUS
As chamadas canetas emagrecedoras podem passar a ser oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde estima que a compra dos medicamentos em grande escala, aliada à produção nacional, poderá gerar descontos de até 90% no preço de aquisição. A previsão é de um investimento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano para viabilizar a incorporação dos tratamentos contra a obesidade.
Segundo o Ministério da Saúde, os preços desses medicamentos já caíram cerca de 70% nas farmácias em menos de um ano. A redução foi impulsionada pelo aumento da concorrência, pela entrada de novos produtos no mercado e pela produção nacional. Somente em 2026, 16 novos produtos foram registrados no país, incluindo medicamentos genéricos e similares, e pelo menos quatro deles são fabricados no Brasil.
A pasta também informou que o número de pessoas que utilizam as canetas contra a obesidade passou de cerca de 400 mil para mais de 750 mil por mês. Entre os medicamentos que podem ser avaliados para incorporação estão opções à base de semaglutida e liraglutida, que já não possuem proteção de patente no país.
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O Ministério da Saúde já encaminhou à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) um pedido para avaliar a inclusão dos tratamentos. A análise ainda precisa ser concluída antes de uma eventual oferta ampla na rede pública, e também será necessário definir os critérios para indicar quais pacientes poderão receber os medicamentos.
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A proposta deve priorizar pessoas com obesidade grave e condições associadas, de acordo com os critérios que forem definidos. Enquanto a incorporação é analisada, um estudo-piloto realizado em Porto Alegre acompanha pacientes com obesidade grave para avaliar os efeitos do tratamento com semaglutida e os custos para o sistema público.