Canetas emagrecedoras podem tirar o prazer de comer e provocar sofrimento emocional, relatam usuários
O uso das chamadas canetas emagrecedoras tem ganhado cada vez mais espaço entre pessoas que buscam perder peso, mas os efeitos do tratamento vão além da balança. Usuários relatam que a redução do apetite pode chegar ao ponto de diminuir o prazer de comer e provocar sentimentos de tristeza e frustração.
Medicamentos como o Ozempic atuam em mecanismos relacionados à fome e à saciedade, ajudando a reduzir o apetite e os pensamentos frequentes sobre comida. Para algumas pessoas, essa mudança representa um alívio, especialmente para quem enfrenta dificuldades para controlar a alimentação.
Por outro lado, há relatos de pacientes que passaram a sentir náuseas, fraqueza e falta de vontade de comer. Em alguns casos, a perda do prazer durante as refeições também afetou momentos de convivência com familiares e amigos.
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A comida não está relacionada apenas à necessidade de nutrir o organismo. Para muita gente, preparar uma refeição, experimentar novos sabores e compartilhar pratos com pessoas queridas também faz parte da vida afetiva e social.
Um dos relatos que mais chamaram a atenção foi o da jornalista Fernanda Ornelas, que decidiu abandonar o uso da caneta emagrecedora após enfrentar efeitos que afetaram diretamente sua rotina. Ela sentiu fraqueza intensa e percebeu que estava com dificuldades para se alimentar e manter sua vida social.

Fernanda parou com a medicação
(Foto: Arquivo pessoal)
A reportagem do UOL VivaBem destaca relatos de pessoas que sentiram mudanças profundas na relação com a alimentação durante o uso desses medicamentos. Entre os depoimentos, há quem descreva uma sensação de vazio ao perceber que algo antes prazeroso deixou de despertar o mesmo interesse.
Especialistas ressaltam que o acompanhamento médico é importante para avaliar os efeitos do tratamento e encontrar maneiras de lidar com possíveis reações adversas. Ajustes na alimentação e na conduta terapêutica podem ser considerados pelo profissional responsável, conforme as necessidades de cada paciente.
Outro ponto de atenção é a alimentação insuficiente, que pode favorecer fraqueza e dificultar a ingestão de nutrientes essenciais. Por isso, mesmo quando a fome diminui, é importante manter uma alimentação adequada e observar sinais de que o organismo não está recebendo o necessário.
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Quem apresentar efeitos colaterais intensos ou sofrimento emocional deve conversar com o médico responsável pelo tratamento. A dose não deve ser alterada nem o medicamento interrompido por conta própria, pois a orientação profissional é fundamental para garantir a segurança do paciente.