Pesquisadores canadenses analisaram dados de nove estudos clínicos conduzidos até maio de 2025 em trabalho apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade
Um estudo recente avaliou a segurança e a eficácia das chamadas “canetas emagrecedoras” no tratamento de crianças e adolescentes com obesidade. Os resultados indicam que os medicamentos podem ajudar no controle do peso quando utilizados com indicação médica e acompanhamento especializado.
Atualmente, alguns desses medicamentos são autorizados para uso a partir dos 12 anos, dependendo da substância, do quadro clínico e dos critérios definidos pelas autoridades de saúde. A indicação é voltada a casos de obesidade em que mudanças na alimentação e a prática de atividades físicas não foram suficientes para controlar o peso.
As pesquisas apontam que os medicamentos podem contribuir para uma redução significativa do peso corporal e melhorar indicadores relacionados à saúde. No entanto, os especialistas ressaltam que o tratamento não deve ser feito por conta própria e precisa ser acompanhado por profissionais.
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Entre os possíveis efeitos colaterais estão náuseas, vômitos, diarreia, constipação e outros sintomas gastrointestinais. Por isso, a avaliação médica é fundamental antes do início do tratamento e durante o uso da medicação.
Os pesquisadores também destacam que o tratamento da obesidade infantil deve envolver uma abordagem ampla, com alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento psicológico quando necessário. As chamadas canetas não devem ser vistas como uma solução isolada.
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O estudo reforça que o uso desses medicamentos pode representar uma alternativa para casos específicos de obesidade infantil e na adolescência, mas a indicação deve ser individualizada. A automedicação, especialmente em crianças e adolescentes, pode trazer riscos e deve ser evitada.