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Cantor Belo vira alvo de nova ação judicial e pode ter bens bloqueados por dívida de honorários
Foto: Reprodução

O cantor Belo voltou a enfrentar problemas na Justiça. Desta vez, o artista é alvo de uma nova ação judicial movida pelo próprio advogado que o representou no acordo milionário com o ex-jogador Denílson.

 

O processo foi protocolado na última sexta-feira (6) no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O advogado Marcelo Epifânio Rodrigues Passos cobra mais de R$ 224 mil em honorários, alegando que não recebeu pelo trabalho realizado na negociação que encerrou a longa disputa entre Belo e Denílson.

 

Segundo a ação, o defensor conseguiu reduzir a dívida do cantor, que originalmente ultrapassava R$ 8 milhões, para cerca de R$ 2,7 milhões. O acordo também envolveu custas processuais e a liberação de créditos junto à Rede Globo, relacionados à participação de Belo no quadro Dança dos Famosos.

 

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Apesar do desfecho favorável ao artista, a defesa afirma que os honorários nunca foram pagos. A pendência já se arrasta desde dezembro de 2023, quando a Justiça decretou o trânsito em julgado do processo entre Belo e Denílson.

 

De acordo com a petição, o advogado tentou diversas soluções amigáveis ao longo de 2024 e 2025, incluindo notificações formais, sem sucesso. “Findo o trabalho, nasce a obrigação de saldar o êxito contratualmente previsto”, destaca trecho da ação assinada pelo escritório do advogado Antonio Claramunt.

 

Com juros e correção monetária, o valor cobrado chegou a R$ 224.208,77. Caso não haja pagamento, a defesa pede o bloqueio de bens do cantor. Até o momento, a assessoria de Belo não se pronunciou sobre o caso.

 

A disputa entre Belo e Denílson começou no fim dos anos 1990, quando o ex-jogador adquiriu os direitos da banda Soweto, grupo do qual Belo era vocalista. Em 2000, o cantor deixou a banda para seguir carreira solo, o que levou Denílson a alegar quebra de contrato.

 

Após anos de batalha judicial, o TJ-SP reconheceu o direito do ex-atleta, determinando inicialmente o pagamento de cerca de R$ 388 mil. Com a falta de quitação e sucessivas correções, o valor chegou à casa dos R$ 8 milhões, incluindo penhoras e bloqueios.

 

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O acordo firmado em 2023 encerrou oficialmente o processo — mas agora Belo enfrenta uma nova dor de cabeça judicial, desta vez com quem o ajudou a fechar o acerto.  

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