Animal vivia em área urbana de Santa Cruz e precisou ser sacrificado
Um cão que vivia em uma área urbana de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi diagnosticado com raiva em agosto e precisou ser sacrificado. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), o animal tinha histórico de contato com morcegos. O caso foi confirmado após investigação epidemiológica realizada pelas autoridades de saúde.
As pessoas que tiveram contato com o cão receberam profilaxia antirrábica e passaram a ser monitoradas. Até o momento, não houve registro de casos de raiva humana relacionados ao episódio. A doença é uma zoonose viral que provoca inflamação progressiva do cérebro e apresenta letalidade próxima de 100% após o início dos sintomas.
Diante do caso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) reforçou a importância de manter cães e gatos com a vacinação antirrábica em dia. No estado, a Campanha de Vacinação Antirrábica de 2026 está programada para o próximo sábado (26). Também é recomendado evitar que os animais tenham acesso livre às ruas e impedir o contato com morcegos ou outros animais silvestres.
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A orientação das autoridades é não tocar em morcegos encontrados caídos, mortos, durante o dia ou em locais considerados incomuns. O serviço municipal de zoonoses deve ser acionado para realizar o recolhimento. Cães ou gatos que apresentarem mudança brusca de comportamento, salivação intensa, falta de coordenação ou paralisia também devem ser comunicados imediatamente aos serviços de vigilância em saúde.
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Em caso de mordida, arranhadura ou lambedura em pele lesionada ou mucosa provocada por qualquer mamífero, a recomendação é lavar o local com água corrente e sabão e procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível. A equipe médica avaliará a necessidade de vacinação e, quando indicada, de soro ou imunoglobulina. A SES-RJ informa que os últimos casos de raiva humana confirmados no estado ocorreram em São José do Vale do Rio Preto, em 2006, e em Angra dos Reis, em 2020, ambos associados à transmissão por morcegos.