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Capoeira inicia articulação para entrar nas Olimpíadas e mira os Jogos de 2032
Foto: Divulgação/VMB

Representantes da modalidade buscam reconhecimento junto às entidades olímpicas; Brisbane, na Austrália, é um dos objetivos, mas a edição de 2036 é considerada mais viável.

A capoeira iniciou uma articulação para tentar integrar o programa dos Jogos Olímpicos. Representantes da modalidade estão buscando aproximação com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Comitê Olímpico Internacional (COI), com o objetivo de ampliar o reconhecimento internacional da prática, que combina luta, música, dança e elementos da cultura afro-brasileira.

 

A iniciativa conta com a participação do consultor esportivo Patric Tebaldi, convidado pelo presidente da Confederação de Capoeira do Brasil, Saverio Scarpati. O trabalho envolve apresentar às entidades esportivas a estrutura competitiva da modalidade e demonstrar que ela possui condições de se desenvolver dentro do movimento olímpico.

 

A meta inicial é avaliar a possibilidade de a capoeira integrar os Jogos de Brisbane, em 2032, na Austrália. Entretanto, os responsáveis pela articulação consideram que a edição de 2036 pode ser uma perspectiva mais realista, já que o reconhecimento de uma modalidade esportiva internacional costuma exigir anos de preparação e o cumprimento de diferentes critérios.

 

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Segundo os representantes envolvidos no projeto, a capoeira está presente em mais de 100 países e reúne milhões de praticantes. A dimensão internacional da modalidade é apontada como um dos argumentos para ampliar sua presença em competições oficiais e avançar nas conversas com as instituições responsáveis pelo esporte olímpico.

 

Outro ponto considerado importante é a organização das disputas. Desde 2022, iniciativas competitivas têm investido em rankings, premiações, critérios de julgamento, arbitragem e transmissões audiovisuais. A estrutura busca demonstrar que a capoeira pode ser apresentada como uma modalidade esportiva organizada, sem deixar de lado suas características culturais.

 

Para avançar no processo, ainda será necessário cumprir exigências relacionadas à representação internacional, à padronização das regras, à integridade esportiva e às políticas antidopagem. Também será preciso obter o reconhecimento das entidades competentes, etapas que não garantem automaticamente a inclusão nos Jogos Olímpicos.

 

Os articuladores também estudam a participação da capoeira em competições continentais como forma de ampliar sua visibilidade e fortalecer a estrutura competitiva. Campeonatos internacionais podem contribuir para a consolidação de regras comuns, a formação de atletas e árbitros e o desenvolvimento de um sistema esportivo reconhecido em diferentes países.

 

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A eventual entrada da capoeira no programa olímpico representaria um marco para uma manifestação cultural brasileira que conquistou praticantes em diversas partes do mundo. Apesar das articulações em andamento, não há confirmação oficial de que a modalidade estará nos Jogos de 2032, e sua inclusão dependerá da avaliação e aprovação das entidades responsáveis.

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