Enquanto a Seleção de 2002 encantava o mundo, o Volkswagen Gol era o carro mais vendido. A marca Alfa Romeo ainda estava no país. O etanol ainda era chamado de álcool. E quase ninguém tinha SUV
O ano de 2002, quando a Seleção Brasileira conquistou o pentacampeonato mundial, marcou um período bastante diferente no Brasil, especialmente no mercado automotivo, que tinha preços, tecnologias e hábitos de consumo bem distintos dos atuais.
Na época, era possível encontrar carro zero quilômetro por cerca de R$ 13 mil, como o Fiat Uno Mille básico, enquanto a gasolina custava em torno de R$ 1,77 o litro e o etanol (ainda chamado de “álcool”) saía por menos de R$ 1.
O cenário tecnológico também era outro: não havia smartphones, redes sociais ou SUVs populares. Os celulares mais comuns tinham funções simples, como o famoso “jogo da cobrinha”, e o mercado de utilitários esportivos ainda era praticamente inexistente no país.
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GOL ERA O LÍDER ABSOLUTO
O grande protagonista das vendas era o Volkswagen Gol, que fechou o ano como o carro mais vendido do Brasil, consolidando uma hegemonia que duraria décadas. Picapes compactas como a Fiat Strada também já ganhavam espaço, especialmente no uso comercial.
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CARROS MAIS SIMPLES E MENOS TECNOLOGIA
Os modelos vendidos no período eram mais básicos, com poucos itens de conforto. Ar-condicionado, vidros elétricos e direção hidráulica muitas vezes eram opcionais pagos à parte, elevando bastante o preço final.
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COMBUSTÍVEL MAIS BARATO E ERA PRÉ-FLEX
Outro detalhe importante é que, em 2002, os carros flex ainda não existiam no Brasil, eles só seriam lançados anos depois. O consumidor precisava escolher entre gasolina ou álcool na hora da compra.
MERCADO EM TRANSFORMAÇÃO
Apesar de mais simples, o mercado já mostrava sinais de crescimento. O país vendia cerca de 1,4 milhão de veículos por ano e ainda começava a se preparar para mudanças que viriam com SUVs, globalização das marcas e avanço tecnológico.
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Em resumo, o período do penta ficou marcado por carros mais baratos, menos tecnologia embarcada e um mercado automotivo muito mais enxuto do que o atual.